08/04 - 09:17 - Agência Estado
O presidente mundial do Google, Eric Schmidt, criticou abertamente a possível compra do Yahoo pelo Microsoft, ontem, durante coletiva de imprensa para jornalistas latino-americanos na Cidade do México. Segundo Schmidt, a transação prejudicaria os consumidores, reduzindo suas opções.
"No Google, assumimos uma posição de preocupação diante da potencial fusão da Microsoft com o Yahoo do ponto de vista de que isso reduzirá as opções para os consumidores na Internet", disse. Schmidt afirmou que a fusão afetaria a livre competição e deu como exemplo o fato de que, com ela, Microsoft e Yahoo poderiam integrar seus sistemas de e-mail. A Microsoft deu três semanas ao Yahoo para decidir sobre a oferta.
Schmidt evitou falar sobre os efeitos da possível compra do Yahoo! pela Microsoft para os negócios do Google. Mas não perdeu a oportunidade de fazer críticas à gigante de software. "Há muitas coisas que nos diferem da Microsoft. Mas a mais importante delas, que é a nossa mais importante regra, é que nós não seguraremos os consumidores no Google."
E completou: "Se você não gosta do Google e quer ir para o Microsoft ou Yahoo, nos facilitaremos isso para você. Nossos concorrentes não fazem isso. E eu acredito que isso é uma boa forma de nunca desacelerarmos nossas atividades e de nos obrigarmos a continuar sendo inovadores."
Schmidt não quis comentar dados do instituto de pesquisa ComScore sobre a queda no ritmo de vendas de anúncios na Internet. Segundo o instituto, nos três primeiros meses de 2008, as vendas ficaram estagnadas. "Não trabalhamos com o ComScore e há outros estudos que provam o contrário."
América Latina
Para Schmidt, o celular será o principal meio de acesso à Internet na América Latina. "Todos que hoje estão fora da rede, irão usar a Internet via celular porque os aparelhos de celular estão por toda parte. Todo mundo tem um em seu bolso." O Google lançou recentemente o Android, espécie de software livre para acesso à Internet via celular. As fabricantes de celulares estão testando a plataforma.
Para Schmidt, o grande desafio na América Latina é aumentar a penetração da Internet, que hoje não passa de 20%. O executivo diz que os governos deveriam "investir na rede mundial de computadores no mesmo ritmo com que constroem rodovias e redes de saneamento básico". O retorno, segundo ele, seria em educação e desenvolvimento econômico, entre outras coisas.
Ele disse, ainda, que o Google pretende comprar ou fazer parcerias com empresas de tecnologia na AL e que a empresa investirá na geração de mais conteúdo local, como expansão de mapas das cidades latino-americanas no Google Maps. O executivo não quis comentar sobre a provável compra do Skype pelo Google.
As informações são do O Estado de S. Paulo
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