07/04 - 09:15 - Agência Estado
Salvo raras exceções, até hoje as franquias dos consoles de videogame que iam parar nos consoles portáteis sempre acabavam prejudicadas, com gráficos inferiores e qualidade questionável. As coisas estão mudando.
De olho no crescente mercado de portáteis, algumas empresas apostam pesado no desenvolvimento de bons games para as plataformas de bolso.
Foi o que aconteceu com os clássicos God of War e Ninja Gaiden. Depois de fazer história nos consoles, essas séries chegam com tudo aos portáteis, provando que tamanho não é documento.
Se não fosse pelas dimensões do portátil PSP, o game God of War: Chains of Olympus, feito pela Sony, passaria tranqüilamente como mais um título da épica série de games que fez fama no PlayStation 2.
A história do game é um capítulo paralelo da saga de Kratos - um guerreiro que é condenado a fazer o serviço sujo que os Deuses do Olimpo ordenam: exterminar infiéis e seres mágicos da mitologia grega.
O jogo é um dos melhores motivos do ano para se comprar um PSP. Tanto os gráficos quanto a jogabilidade são dignos do PlayStation 2. A ação cinematográfica, a trilha sonora épica, a ação desenfreada... está tudo lá, contido no disquinho do portátil da Sony.
A linguagem visual da série continua impressionante. Ângulos de câmera dramáticos, iluminação teatral, inimigos marcantes e muito, muito sangue jorrando pela tela. O visual dos personagens, um misto de livro de história com o filme 300, é de cair o queixo.
O game pode ser encarado como uma compilação, um remix de tudo de bom que a série mostrou no PS2. Os controles estão excepcionais - até mais fáceis que nas versões de PS2: a atmosfera do jogo ficou impecável e o capricho característico da série ficou intacto.
O único porém é que God of War: Chains of Olympus não é um jogo para os mais jovens. Por ser extremamente sangrento e violento, o game é recomendado para maiores de 17 anos.
Ninja família
No portátil Nintendo DS a grande novidade é Ninja Gaiden Dragon Sword. O game mostra a luta do ninja Ryu Hayabusa contra forças sombrias.
Para jogar Ninja Gaiden, o jogador precisa segurar o Nintendo DS como se fosse um livro, com a tela no sentido vertical. Enquanto a tela direita exibe a ação do jogo, a tela esquerda mostra um mapa muito útil.
O game é totalmente controlado pela tela sensível a toque do portátil. Todo o movimento é feito com a canetinha do DS. Basta apontar para um ponto da tela que o personagem se movimenta. Para pular, basta deslizar a caneta para o topo da tela. Repetindo o movimento, Ryu pode escalar poços.
Para lutar, é só passar a caneta pelos inimigos. Cada traço é interpretado como um corte de espada pelo jogo, que reproduz o efeito sobre os oponentes.
Um detalhe interessante: dentro da caixa do game vêm uma miniatura da espada de Ryu, que na verdade é uma canetinha plástica para ser usada com o game. O jogo funciona perfeitamente com a canetinha do próprio DS, mas esse brinde tem dá um toque especial, especialmente para quem acompanha a série Ninja Gaiden.
Graficamente, o jogo é uma verdadeira proeza técnica. O Team Ninja, equipe de programadores responsável pela série desde o primeiro game, é especialista em extrair o máximo de poder de todo console para o qual programa. E não foi diferente com o Nintendo DS. Os cenários são pré-desenhados e os personagens são totalmente tridimensionais. Essa mescla entre 2D e 3D ficou perfeita na telinha do DS. O jogo roda fluido, a 60 quadros por segundo, e tem vários efeitos de iluminação e partículas. Nem parece um jogo de DS de tão caprichado.
A dificuldade inacreditável, marca registrada da série Ninja Gaiden desde os tempos do Nintendo 8 bits, foi consideravelmente diminuída. Os jogadores mais hardcore vão estranhar essa mudança, mas se levarmos em conta que o game foi feito para o Nintendo DS, famoso por oferecer jogos casuais para todas as idades, faz muito sentido essa mudança de tom.
Mesmo mais amigável, o Ninja Gaiden do portátil ainda é um senhor desafio. Em alguns momentos, a tela fica abarrotada de inimigos, que atacam em ondas, de forma organizada. é bem difícil se desvencilhar de alguns ataques sem perder uma quantidade considerável de energia.
Para ajudar na luta, Ryu conta com magias ninja, que são acionadas ao se tocar com a canetinha um ícone da tela. As magias são poderosas o suficiente para despachar vários inimigos por vez. Também é possível carregar ataques especiais rabiscando em cima de Ryu. O game não contém sangue, por isso é indicado para maiores de 13 anos.
As informações são do O Estado de S. Paulo/Link
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