A Motorola anunciou que vai cortar mais 2,6 mil empregos, elevando para 10 mil o total de vagas que a companhia eliminou desde o início de 2007. A empresa, que está lutando contra uma forte queda na venda de celulares, afirmou que espera ter encargos antes de impostos de US$ 104 milhões no primeiro trimestre, em razão dos custos de rompimento com os funcionários demitidos.
As demissões são a primeira onda do plano de redução de US$ 500 milhões em custos para este ano. "Os cortes na força de trabalho deverão disponibilizar recursos financeiros para investimentos estratégicos em negócios e vão alinhar os custos operacionais e as despesas com o crescimento dos negócios", declarou a companhia em um comunicado.
A Motorola afirmou que todos os três segmentos de negócio em que atua, assim como as várias funções corporativas, serão afetados por esses planos.
Em 31 de dezembro, a Motorola tinha 66 mil funcionários em todo o mundo, de acordo com seu relatório anual, divulgado em fevereiro. Com base nesses dados, os 2,6 mil empregos cortados representarão cerca de 3,9% de redução na força de trabalho da empresa.
Incluídos nas 2,6 mil vagas a serem cortadas estão 700 empregos eliminados como conseqüência da decisão da Motorola de encerrar as operações de produção de aparelhos celulares em Cingapura até o fim deste ano. Também estão incluídos 354 empregos em Plantation, na Flórida, onde aparelhos para WiMax estão sendo desenvolvidos.
Na semana passada, a Motorola havia afirmado que vai se dividir em duas empresas, separando sua unidade de Aparelhos Móveis dos negócios de Soluções de Banda Larga e Mobilidade. As informações são da Dow Jones.