Dois meses depois de ter feito uma oferta de US$ 44,6 bilhões para comprar o Yahoo!, a fabricante de softwares Microsoft não tem planos de elevar sua proposta, de acordo com pessoas próximas à companhia.
Esse tipo de pronunciamento é padrão em negociações, mas próximas da Microsoft fontes insistem que a atitude não é falsa. Embora tenham circulado especulações de que a Microsoft estava preparada para aumentar a oferta, é mais provável que a companhia esteja usando a possibilidade de uma proposta melhorada para atrair o Yahoo! para discussões sérias. Até agora os dois lados se reuniram apenas uma vez.
Os estrategistas da Microsoft acreditam que o tempo está do lado deles, segundo as fontes. O argumento deles é o de que as recentes apresentações do Yahoo! fracassaram em encantar os investidores e nada vai justificar uma oferta mais alta. Além disso, os estrategistas dizem que uma crise econômica mais forte e a fraqueza do mercado de ações tornam a proposta original ainda mais generosa.
No mês passado o Yahoo! afirmou que reformou seus estatutos para estender o prazo de nomeação dos membros do novo conselho da empresa. O prazo foi adiado para 10 dias depois do anúncio da reunião de acionistas de 2008, mas uma data ainda não foi definida.
O Yahoo! rejeitou oficialmente a oferta hostil feita em 10 de fevereiro pela Microsoft, dizendo que ela "subavalia substancialmente" a empresa de internet. Apesar de a proposta inicialmente valer quase US$ 45 bilhões, um declínio nas ações da Microsoft baixou o valor da oferta para cerca de US$ 42 bilhões, ou US$ 29,25 por ação. Às 13h25 (de Brasília), as ações do Yahoo! operavam em queda de 1,28% na bolsa de Nova York, a US$ 28,56.
Pessoas próximas ao Yahoo! sugeriram que uma oferta de US$ 40 por ação seria aceitável, mas muitos no mercado estão contando com uma oferta na faixa dos US$ 35 por ação.
As maiores dificuldades para a Microsoft começaram a surgir depois que o Yahoo! e a Time Warner recentemente iniciaram conversas sobre a criação de uma alternativa à oferta da gigante de softwares. No entanto, analistas ainda acreditam que o acordo com a Microsoft é o mais provável. As informações são da Dow Jones.