O mercado de publicidade em celulares deve ultrapassar os US$ 2,7 bilhões neste ano, contra US$ 1,7 bilhão movimentados em 2007. Segundo a consultoria Gartner, esse mercado tem se desenvolvido vagarosamente e ainda há alguns obstáculos a serem superados. A facilidade no uso e a relevância para os consumidores são dois dos mais importantes problemas que precisam ser solucionados pela indústria para impulsionar o segmento.
Apesar da preocupação, porém, a expectativa é que, até 2011, os anúncios em celulares movimentem em todo o mundo mais de US$ 12,8 bilhões.
Inovações como minimizar o número de cliques necessários para acessar informações, usar as câmeras dos celulares para melhorar a experiência geral dos consumidores e ligar a relevância do conteúdo ou localização de lojas aos anúncios podem levar o mercado para a frente, disse o diretor de pesquisa do Gartner, Tole Hart. Para encorajar os usuários a aceitarem anúncios, os anunciantes precisam melhorar a forma com que os resultados de busca são gerenciados nos celulares, para que a experiência seja indolor e vantajosa para o usuário final, acrescentou.
Segundo o vice-presidente de pesquisa da consultoria, Andrew Frank, há um grande número de empresas que podem se beneficiar do desenvolvimento desse mercado de anúncios em celulares. Entre eles estariam produtos de marca, operadoras de celular, bancos e agências de pagamento de contas. Um atributo importante do anúncio móvel será a relevância, pois o celular é um aparelho muito pessoal para o consumidor. Todos os lados ganham quando uma grande relevância ocorre. O mercado e o consumidor vão se interessar por conteúdos e mensagens publicitárias que sejam relevantes a eles, afirmou Frank.
O mercado de anúncios em aparelhos móveis obteve grande atenção por vários fatores, na opinião do Gartner, como o número de celulares, o volume de utilidades dos telefones e a entrada de grandes portais de internet nesse mercado. Ainda assim, a indústria tem muito a solucionar para poder crescer em ritmo mais acelerado. Outros motivos que impedem essa expansão mais rápida são a lenta adoção de serviços multimídia, a falta de aceitação por parte dos consumidores, a inexistência de métricas transparentes, a imaturidade dos padrões, a diversidade de plataformas e a complexidade da cadeia de valor.
Muitos desses problemas serão resolvidos nos próximos dois anos, mas a questão fundamental da publicidade móvel é: Os consumidores vão aceitar anúncios e as marcas e anunciantes vão obter receita com isso?, diz Hart. Os anúncios muitas vezes correm o risco de serem percebidos como correspondência não solicitada ou violação de privacidade, por isso os anunciantes devem resolver os problemas de distribuição dirigida (targeting) com cuidado, completa Frank.
(José Sergio Osse | Valor Online)