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Videogame enquanto banda de garagem

26/03 - 14:16 - Agência Estado

É incrível o poder da música para aproximar as pessoas. Gente que não sente a menor atração por jogos se interessa quando vê alguém jogando, presta atenção nas músicas, começa a cantarolar e, em alguns minutos, fica tentada a experimentar.

"Guitar Hero III" (GH III) tem um conceito extremamente simples e muito competente. As notas vão deslizando verticalmente pela tela e o jogador precisa apertar o botão correspondente em um controle-guitarra, ao mesmo tempo que usa uma espécie de palheta. É um simples jogo de ritmo e coordenação motora, mas, embalado pela música, se torna um verdadeiro culto ao pop.

Ao contrário das primeiras versões, em que a maioria das músicas eram covers, GH III conta com várias músicas tocadas pelas próprias bandas. Beastie Boys, Rolling Stones e Smashing Pumpkins são alguns que cederam suas gravações originais para o game. Embora não tenha sido desenvolvido pela Harmonix, a criadora dos primeiros games da série, GH III se manteve bastante fiel ao espírito do jogo.

Mais completo que o GHIII, "Rock Band" (RB) que só permite jogar em dupla, no RB você pode formar uma banda com guitarra, baixo e bateria, além de um vocalista. A gigantesca caixa do jogo traz uma verdadeira parafernália. Além de uma guitarra, o kit vem com uma bateria com pedal e um microfone. E o melhor: o game é compatível com a guitarra oficial do "Guitar Hero", que pode fazer as vezes do baixo.

Na versão para Xbox 360, uma guitarra paralela, daquelas vendidas na 25 de Março ou na Santa Ifigênia, funcionou perfeitamente.

A tela de RB se parece muito com a de GH, só que mais movimentada.É a mesma estrutura de jogo, com as notas descendo pela tela, mas em três faixas diferentes, uma para a guitarra, outra para a bateria e a terceira para o baixo. Na parte superior da tela fica a parte do vocal, com a letra da música passando horizontalmente pela tela.

A mecânica de jogo da guitarra e do baixo é exatamente a mesma do que em GH. Como novidade há a inclusão de cinco botões na parte inferior do braço dela (servem para "solar").

A bateria funciona do mesmo modo; a única diferença é o bumbo, que precisa ser acionado com o pedal, um pouco frágil e escorregadio. Há na internet diversos depoimentos de usuários que conseguiram quebrá-lo. Ficar batendo nos sensores também faz um barulho chato, que incomoda quem estiver ao lado. É complicado no começo, mas em uma horinha dá para dominar as baquetas.

A parte da voz é genial. Você só precisa cantar no ritmo e acertar o tom, representado por uma seta na tela. Nas primeiras quatro vezes é normal ser "gongado", pois é difícil entender como cantar no tempo e entonação corretos.

Mesmo quem não tem coordenação motora para usar os instrumentos se anima a cantar. Em alguns momentos, o microfone pode ser usado como pandeiro. A sensação de jogar assim, em 4 pessoas, é impressionante. Vale cada centavo do altíssimo preço - uma ressalva considerável a ser feita.

O game foi gentilmente cedido pela rede UZ Games - www.uzgames.com




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