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Tecnologia rompe os limites da sala de aula

19/03 - 14:09 - Agência Estado

Tecnologia rompe os limites da sala de aula Por Filipe Pacheco, Otávio Dias e Rodrigo Martins São Paulo, 18 (AE) - Num mesmo dia, estudantes de países tão diferentes como Reino Unido e China, Malásia e Estados Unidos vão à praia recolher o lixo devolvido à terra pelas águas do mar. Os detritos são catalogados e, então, os jovens iniciam um debate virtual sobre o impacto das sociedades em que vivem, seu estilo de vida e sua economia, no meio ambiente do planeta.

Enquanto isso, em São Paulo, no bairro de Parelheiros, uma turma de alunos da escola municipal "Ulisses do Silveira Guimarães" aprende a usar o Word em sua aula semanal de informática. E estudantes do Colégio Objetivo, no Jaguaré, entram em um simulador virtual 3D de montanha russa para aprender física.

Com a garotada cada vez mais ligada na internet em casa ou em lan houses populares, cresce a discussão em torno da adoção de tecnologias digitais na educação. "Os alunos não agüentam mais o livro e a lousa", afirma a pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Lea Fagundes. "Mas os debates em torno do assunto estão mais focados na tecnologia em si e não em como ela deveria ser usada, o que seria mais importante", opina o pesquisador da USP Gilson Schwartz.

E como as escolas estão se comportando nesse cenário? Numa visita a 20 escolas públicas e nove particulares na Grande São Paulo, a reportagem constatou que cada uma trabalha de uma forma diferente. E também conversou com educadores e visitou a maior feira de tecnologia pedagógica do mundo, a BETT Show, em Londres, Reino Unido, para conhecer as tendências na área.N




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