26/12 - 14:18 - Agência Estado
São Paulo - Na estréia do MySpace Brasil, em outubro, ninguém do site queria falar com a imprensa: "Só na inauguração oficial, em dezembro", disseram à reportagem. Agora, os responsáveis pelo serviço abrem o jogo, dizem que não entrarão em guerra contra o Orkut, mas fazem questão de marcar diferenças: "Nós nos preocupamos com a segurança e ajudaremos a Justiça", diz o diretor-geral do site na América Latina, Victor Kong.
AGÊNCIA ESTADO - Na América Latina, além do México, só o Brasil conta com uma versão local do MySpace. Por quê?
VICTOR KONG - O Brasil é importante. Segundo pesquisas, os internautas são os que passam o maior tempo na internet no mundo. E, por causa do Orkut, as pessoas já estão acostumadas às redes sociais. Além disso, 70% orçamento de publicidade online na América Latina está no País.
AE - Quase 90% dos internautas brasileiros têm Orkut. Como o MySpace pretende crescer nesse cenário?
VICTOR KONG - Nosso site é diferente. Primeiro, permite personalizar o perfil. E o jovem gosta disso. Depois, temos conteúdo. São 10 milhões de bandas cadastradas no mundo, e 56 mil brasileiras. Além disso, faremos eventos para chamar novos usuários. Por último, a segurança é uma prioridade. Não esperamos os usuários denunciarem para depois tirar o conteúdo ofensivo/criminoso. Temos 400 pessoas, em todo o mundo, que checam cada imagem postada. Se é detectado um problema, o conteúdo é removido e as provas são preservadas para depois enviar a Justiça, se for pedido.
AE - Com o site em português,cresceu o número de usuários brasileiros?
VICTOR KONG - Até novembro, tínhamos 300 mil brasileiros. Agora, fomos para um milhão de usuários.
AE - O MySpace está conversando com gravadoras do Brasil para ter conteúdo exclusivo?
VICTOR KONG - Sim. A idéia é que o MySpace seja uma ferramenta de divulgação de música e para termos conteúdos exclusivos. Já temos fechado material de Mutantes, Pitty e Dead Fish.
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