Imagine se, um belo dia, a Brastemp começasse a fabricar celulares, a Nokia se aventurasse a fazer aparelhos de som e a Sony, por sua vez, entrasse no mercado de fornos de microondas. Seria meio surreal, não? Mas, na semana passada, aconteceu uma coisa do tipo: a Philips, tradicionalmente associada a produtos eletrônicos, resolveu entrar no mundo da informática - lançando dois notebooks no mercado nacional.
A Philips já vende seus laptops, que são feitos na China, em alguns países europeus. Só que, como pouca gente sabe disso, o lançamento no Brasil surpreendeu o mercado.
Mas e aí? Os notebooks da Philips são bons? Como se comparam aos rivais? O modelo mais simples é o Philips 13 - que, como seu nome diz, tem tela de 13,3 polegadas. É um laptop pequeno, com cerca de 2 kg, e uma superconfiguração: chip Intel Core 2 Duo de 2 GHz, 2 gigabytes de memória RAM, disco rígido de 120 gigabytes, bluetooth e webcam integrada.
Ele é bem bonito, com detalhes em plástico preto semibrilhante (black piano) e tela do tipo glossy - brilhante. O padrão de acabamento não é o mesmo de um laptop Sony ou Apple, mas é bastante bom. E o teclado é show: grande e muito sólido.
O Philips 13 vai custar R$ 4.000. Vale a pena? Vejamos.
Por R$ 3.800, a HP oferece o Pavillion dv2250: maior, mais pesado (2,5 kg), com metade da memória - 1 GB. E o Itautec N8310? Custa R$ 3.500, mas também fica para trás no quesito memória - e, pior, seu disco rígido é de "apenas" 80 GB.
E na Dell? Duas opções. Você pode comprar um Vostro 1400 - que, com a mesmíssima configuração do Philips, sai por cerca de R$ 3.500. Mas ele é bem mais pesado, 2,4 kg (e bem mais feio). O ideal seria optar pelo Latitude D630, mas aí a brincadeira sai cara: R$ 5.100.
Então, o rival mais sério é o Positivo W98 - de R$ 3.500. Ele tem quase a mesma configuração do Philips 13, o mesmo peso, e é um ótimo notebook.
Mas seu teclado é bem menor, e pior, que o do Philips 13. Ou seja: se você vai escrever muito, vale a pena pagar R$ 500 a mais pelo Philips.
Ele peca em alguns pontos - não tem saída HDMI (ideal para transmitir vídeos para uma TV digital), nem antena Wi-Fi do novo padrão 802.11n. Mas, no geral, seu conjunto é atraente. Uma boa estréia para a marca.
Por outro lado... Já o Philips 11, um ultracompacto (1,6 kg) que custa R$ 5.500, não se sai tão bem. Vem com apenas 1 GB de memória, não tem webcam e seu processador é bem fraco - um Core 2 Duo de apenas 1,06 GHz, que tem certa dificuldade com o Windows Vista.
Mas o pior de tudo é que a máquina não tem Bluetooth. Num portátil topo de linha, essa omissão beira o inaceitável.
Além disso, na faixa de R$ 5.500 a competição é bastante acirrada. Com esse dinheiro, compra-se um MacBook ou um Sony Vaio FZ (leia texto abaixo), muito mais potentes e luxuosos do que o Philips 11.
Mas há um porém: e o peso? Afinal, o MacBook pesa 2,4 kg, e o Sony Vaio FZ tem 2,7 kg. Muito mais que o Philips 11 (1,6 kg).
O que fazer se você quer, acima de tudo, um notebook leve e pequeno? Existe o Vaio SZ, mas ele é caro demais - R$ 7.500.
A Dell e a Lenovo também oferecem máquinas ultraleves, que custam de R$ 5.900 a R$ 6.200. Mas elas não têm drive de CD/DVD embutido - o que pode atrapalhar muito.
No fim das contas, a disputa acaba ficando entre Philips 11 e Positivo W98. O Philips é 300 g mais leve, e seu teclado é melhor. Mas isso não é o suficiente para justificar a diferença de preço (o Positivo custa R$ 2.000 a menos). Ou seja: ao contrário do seu irmão maior, o Philips 11 não é uma boa opção. As informações são do O Estado de S. Paulo?Link