21/11 - 18:05 - Agência Estado
SÃO PAULO - O Pão de Açúcar firmou parceria com a Apple para venda de produtos da marca em espaços exclusivos dentro das unidades da bandeira Extra. Inicialmente, serão inaugurados 16 quiosques para a venda dos itens.
O primeiro deles será aberto amanhã no bairro do Itaim, na capital paulista. Até final de janeiro, a companhia, que se tornou revendedor autorizado da marca no País, abrirá os outros 15 pequenos stands, com cerca de 40 metros quadrados. Além de São Paulo, os produtos da Apple vão ter espaço exclusivo em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza.
De acordo com o diretor comercial do grupo Pão de Açúcar, Pedro Paulo Di Giacomo, a expectativa é que as vendas de computadores portáteis (notebooks) e de mesa (desktops) Apple representem entre 3% e 4% do faturamento total desses itens nas lojas que já tiverem o espaço voltado especificamente para a Apple no final deste ano.
Há três meses as negociações para a parceria tiveram início. De acordo com Lodygensky, não existe, porém, restrições à Apple de firmar contratos semelhantes ao do Pão de Açúcar também com outras grandes redes, como Wal-Mart e Carrefour, no Brasil. As vantagens que levaram ao acordo também podem ser positivas às demais.
Para o Pão de Açúcar, a valorização do dólar frente ao real e a importação feita diretamente pela companhia à Apple nos Estados Unidos foram fatores importantes para o fechamento do contrato.
Além disso, a isenção de PIS e Confins, desde meados de 2005, para computadores com valores inferiores a R$ 4 mil, destacou o Pão de Açúcar, contribuiu para a ampliação da estratégia nessa área.
Até o início de dezembro, depois da loja do Itaim, serão inaugurados os quiosques Apple nos Extras Morumbi e Brigadeiro, ambos em São Paulo, e da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. De acordo com diretor de comércio internacional, das 160 unidades do Extra e Extra Eletro, cerca de cem são consideradas candidatas fortes para também possuírem um espaço exclusivo para vendas de produtos Apple.
Segundo Giacomo, diretor comercial, algumas das unidades não teriam, inicialmente, perfil para receber um quiosque Apple, por se tratar de lojas muito focadas nas classes C e D.
Apesar disso, o Pão de Açúcar aposta nesse consumidor, não somente nas classes A e B para também serem compradores dos produtos Apple. "Temos a proposta de desestigmatizar o produto. É isso que o trabalho promocional se propõe", disse Lodygensky. O parcelamento de até 12 vezes sem juros ou 24, com juros, também contribuirá, aposta a companhia, para a venda dos itens. "Há a população que compra marca parcelada", afirmou.
De acordo com o executivo, apesar de, por enquanto, apenas 16 lojas terem espaço exclusivo, toda a rede Extra terá a linha completa da marca. Lodygensky destacou que o grupo trabalhará com os preços estipulados pela Apple mundialmente. A importação direta do produto, sem intermediários no País, será o diferencial competitivo do Pão de Açúcar, para a venda dos itens e o alcance de margens de lucro melhores.
O segmento de informática representa 20% das vendas de não alimentos do grupo atualmente e deverá registrar aumento de 50% nas vendas de Natal, na comparação com o mesmo péríodo de 2006.
A parceria com a Apple, que fornecerá orientação e treinamento de funcionários, além do modelo do stand de vendas, é uma das ações do grupo Pão de Açúcar para ampliar o faturamento da área de não-alimentos do grupo. A meta da companhia é passar dos 24% de participação nessa área para 34% em 2010. "É uma subida vertiginosa, que não pode ser feita com operações convencionais", disse Lodygensky. A parceria dá a possibilidade de o Pão de Açúcar abrir lojas da marca fora das unidades do grupo.
Mas esta, por enquanto, não é a intenção da companhia. Para a Apple, destacou o executivo, a estratégia é ampliar a distribuição dos produtos, por meio de uma rede varejista tradicional, deixando de ter presença forte somente em lojas especializadas.
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