25/10 - 15:33 - Agência Estado
Em mais uma iniciativa para conquistar o público jovem e de baixa renda, a TIM lança hoje um plano que dará ao cliente pré-pago a possibilidade de abastecer seus celulares com créditos de R$ 1,00, R$ 3,00 e R$ 5,00. Até então, o menor valor para recarga era de R$ 10,00.
O assinante que optar pelo Plano 1, como foi chamado, pagará R$ 0,20 por minuto e poderá escolher até três números fixos ou da TIM para falar por essa tarifa. Dependendo do Estado, os preços do minuto pré-pago podem chegar a R$ 1,40. Segundo Marco Lopes, diretor de Marketing da TIM, 60% das chamadas dos consumidores que buscam economia nas ligações se concentra em três números. Além de poder falar por até 5 minutos, o assinante ganha uma mensagem de texto (SMS) por chamada. Os cartões serão vendidos em 240 mil pontos de venda em todo o território nacional, abrangendo boa parte dos 300 mil pontos que a empresa dispõe hoje. Para a campanha publicitária do Plano 1, a TIM escalou o jogador de futebol Romário. O filme com o craque será transmitido no próximo fim de semana. O presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, disse que o cliente que fizer três recargas ou mais poderá ter acesso a um crédito especial de R$ 3,00 para situações emergenciais, que serão abatidos na próxima recarga, basta fazer um cadastro junto à operadora. Ao falar sobre o produto, Araujo quis dizer ao governo que a TIM está "fazendo a sua parte" na redução das tarifas do pré-pago. Ele garantiu que este produto já tinha sido elaborado pela empresa antes mesmo de o ministro das Comunicações, Helio Costa, reclamar na Futurecom dos preços das tarifas de pré-pagos. "Um plano como esse não se monta do dia para a noite", afirmou. "Esse é um plano que buscará atender aquele público que estava desassistido e tenho certeza que, com redução de impostos - seja via ICMS e pelo Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações), poderemos fazer muito mais." O executivo disse que operadoras fixas e móveis se reuniram há duas semanas com o ministro para discutir os meios de se avançar na cobertura da telefonia móvel. "O governo entendeu que as empresas precisam preservar sua saúde financeira para cumprir este papel na universalização".
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