19/10 - 22:22 - Da Redação do Último Segundo
A quarta edição do Web 2.0 Summit, evento que discute o futuro da internet, terminou nesta sexta-feira em São Francisco, nos Estados Unidos.
Durante dois dias, o evento reuniu as principais lideranças da web para debates sobre tendências, modelo de negócio e publicidade na rede. Entre outros gigantes da rede mundial de computadores, marcaram presença Tim O’Reilly (um dos formuladores do conceito web 2.0), John Batelle (fundador da revista Wired), Rupert Murdoch (dono da News Corp), Mark Zuckerberg (fundador do Facebook, um site do tipo Orkut), Steve Ballmer (CEO da Microsoft), além de outros pioneiros de empresas de internet, como eBay, Skype, Joost, Twitter e MySpace.
O iG estava lá e deixou os internautas bem informados com posts escritos diretamente do evento. No Blog de Tecnologia do Portal, os internautas puderam ter acesso às informações e debater os temas levantados nas mesas de discussão do Web 2.0 Summit.
Caio Túlio Costa, presidente do iG, e Caique Severo, diretor de conteúdo do portal, participaram do evento e contaram tudo que aconteceu por lá. A delegação brasileira, com representantes do iG, da Globo.com, do UOL, do Buscapé e do IDG foi a terceira maior entre as estrangeiras: nove pessoas, número que fica atrás só dos ingleses e canadense – conforme as contas de Silvia Bassi do IDG.
“Esta participação talvez reflita a importância que o mercado brasileiro dá a isso que se convencionou chamar de web 2.0 e que o iG traduz muito bem com o seu conceito de protagonismo – o de facilitar ao internauta ainda mais o seu poder de fazer”, escreveu Caio Túlio.
Aliás, a cobertura do iG sobre o mais importante encontro da internet mundial começou antes, fora do evento. Com o post “Todas as notícias que a web merece”, o iG iniciou sua cobertura com uma visita às novas instalações do New York Times.
O evento
A manhã do primeiro dia do evento foi “morna”, contou Caique Severo. O painel sobre publicidade on line “não conseguiu apresentar muitas respostas sobre como a propaganda de marca vai evoluir em comparação com os anúncios em links patrocinados e outras mídias”. Em outro painel, sobre empresas inovadoras, o representante da Topix, um site com notícias locais, disse que a audiência do site passou de 5 milhões para 12 milhões de usuários por mês depois que adicionou comentários às notícias. A medida já é adotada pelo jornal on line do iG, o Último Segundo, cujas notícias são abertas aos comentários dos internautas.
| US |
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| O'Rilley e Battelle |
Caio Túlio Costa reproduziu trechos do diálogo para concluir: “Zuckerberg mantém firme a sua imagem de menino que não liga a mínima para os negócios – mesmo logo depois de ter vendido 5% do facebook.com para a Microsoft por US$ 500 milhões.”
O Facebook foi a estrela do evento. O site de rede social, cujo segredo foi começar o serviço limitando a entrada a comunidades específicas, foi a grande obsessão da conferência. A empresa foi citada em quase todos os painéis do primeiro dia.
Na quarta à noite, a conversa mais aguardada do evento: o mega-empresário das comunicações Rupert Murdoch e Chris DeWolfe, criador e comandante do MySpace, que anunciou ter renovado o contrato com a Nes Corporation de Murdoch para continuar à frente do site mais dois anos.
A pergunta desagradável veio do anfitrião, John Battelle, para DeWolfe: “Como é vender cem por cento da companhia por US$ 580 milhões enquanto o Facebook vendeu apenas cinco por cento da empresa por US$ 500 milhões?”
Convidado a dar exemplos do que vai fazer com o recém-adquirido The Wall Street Journal, Murdoch explicou que pretende torná-lo um jornal menos focado em economia. “Você quer matar o New York Times?”, perguntou Battelle. “Seria legal isso”, retrucou Murdoch.
No segundo dia de evento em São Francisco, a analista Mary Meecker, do banco Morgan Stanley, conhecida como a “rainha da web” em Wall Street, anunciou que o Brasil – junto com a China, a Índia e a Rússia – ganha terreno na área de tecnologia, mídia e telecomunicações (TMT). Em 2004 o País não aparecia entre os dez primeiros da lista de peso relativo em TMT da Morgan Stanley. No ano passado ficou em oitavo:
Meecker enumerou tendências tecnológicas e perguntou se a web 2.0 vai continuar dirigindo o crescimento da internet. Ela mesma respondeu, citando uma declaração de John Chambers, presidente da Cisco: “A nova onda de ganhos de produtividade das empresas deverá ser estimulada pelas ferramentas colaborativas que utilizam a rede como plataforma para permitir aos usuários ligar qualquer dispositivo a qualquer conteúdo em qualquer combinação de redes”. Sobre as tendências da internet, Mary Meecker citou o “forte crescimento de usuários de internet e da banda larga” e afirmou que o “alto nível da Web 2.0 continuará atraente”. Ela destacou também a força do Brasil nos sites de redes sociais.
Outra boa notícia trazida por Meecker: a publicidade on line já chega a 10% do faturamento total com anúncios nos EUA. “Estima-se que a publicidade on line deve chegar a 10% da arrecadação neste ano, contra uma participação de 6% no ano anterior e de apenas 4% em 2002”. Segundo ela, o investimento na mídia on line deve atingir US$ 21 bilhões em 2007.
No último dia do evento, a mais famosa designer de games, Jane McGonigal, do Instituto do Futuro, mandou um recado. Disse que a realidade se despedaçou, que as pessoas não se sentem bem na vida e praticamente todos os jogos são concebidos para nos dar superpoderes – virtuais.
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| Jane McGonigal |
Para McGonigal , os jogos em rede funcionam bem melhor do que a própria realidade. Ela diz que já estamos assistindo a um êxodo mundial e maciço rumo aos games e arrisca: nos próximos três ou cinco anos, viveremos uma dinâmica que trará à nossa realidade cada vez mais o conceito dos jogos imersivos que reproduzem a vida.
No último dia do evento, uma conversa chocha destruiu as promessas de discussão acalorada sobre “Big mídia; amigo ou inimigo?”. Amy Banse, presidente da Comcast Interactive Media, ligada à empresa de cabo Comcast, e Quincy Smith, presidente da CBS Interactive, ligada à CBS Corporation. Eles se consideram preparadíssimos para responder a um consumidor mais sofisticado que navega via IP.
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