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Preço ainda está longe de US$ 100

17/10 - 14:32 - Agência Estado

Preço ainda está longe de US$ 100 Por Maurício Moraes e Silva São Paulo, 17 (AE) - Não foram só o hardware e o software do XO que tiveram alterações. O preço do modelo, que bateu na casa dos US$ 135 no início do ano, agora estacionou na marca dos US$ 188, quase o dobro dos US$ 100 prometidos pela organização não-governamental OLPC.

O valor pode subir ainda mais quando as máquinas desembarcarem no País. Há os custos do frete e a possível incidência de impostos sobre o valor do produto.

A representante oficial da OLPC no Brasil, a empresa Simm, de Campinas, ainda não sabe informar quanto o XO vai custar por aqui. "Ainda estamos vendo isso com Taiwan (onde fica a Quanta, fabricante das máquinas)", disse à reportagem o gerente-geral da companhia, André Marchiori. Se mantiver o valor internacional, o aparelho sairá mais barato do que os seus rivais Classmate e Mobilis. A própria OLPC mudou de estratégia. Tempos atrás, a ONG dizia que só aceitaria pedidos de no mínimo 1 milhão de máquinas por país. Como o governo brasileiro vai comprar 150 mil notebooks - e outros também sinalizaram números semelhantes -, isso excluiria a entidade da licitação. "Como as coisas evoluíram e agora há muitas nações interessadas, fomos capazes de reduzir o número mínimo de máquinas por país", destacou o representante da OLPC para as Américas do Sul e Central, David Cavallo.

Segundo ele, o Brasil, "com 55 milhões de alunos e professores nas escolas", deveria ser mais ativo para levar inclusão e uma educação melhor para mais crianças. "Também gostaríamos que o Brasil, que foi o primeiro a demonstrar profundo interesse pelo conceito de um laptop por criança, continuasse a liderar o mundo nessa direção", disse. "Nossa preocupação é que, ao levar laptops para apenas 0,3% das crianças dispersas por todo o país, isso será insuficiente para atingir uma massa crítica que traga mudança efetiva." Na sua opinião, os micros podem melhorar muito a qualidade do ensino. "O computador é a mais avançada ferramenta de aprendizagem já criada", acredita. "Quando os usamos como ferramentas de expressão, construção, colaboração e imaginação, não há o que os substitua. O futuro econômico de qualquer país vai depender de seu potencial humano e envolverá fluência em tecnologia, inovação e pensamento crítico. Essa é a base da iniciativa do laptop."




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