Notebook é o mais lento e ainda está em inglês Por Rodrigo Martins Brasília, 17 (AE) - Entre os três notebooks educacionais que estão em teste, na versão atual, o Mobilis, da Encore, é o que apresenta a configuração mais simples. O fabricante diz que está desenvolvendo um modelo mais robusto.
A reportagem tentou ter acesso para testar, mas foi informado de que não havia um protótipo disponível.
Em Brasília, os laptops dos alunos têm sete vezes menos memória para dados que o XO e 15 vezes menos que o Classmate. Já a memória RAM, de armazenamento temporário, é duas vezes menor que a dos concorrentes.
Na prática, isso se traduz em um micro mais lento e com menor espaço para gravar arquivos. Nos testes da reportagem, abrir programas mostrou-se uma tarefa bem demorada. Para abrir o Seas, de dados sobre os oceanos, o repórter clicou uma vez. Nada. Clicou outra vez. Nada de novo. Na terceira, o laptop travou, pois abriu três janelas de uma só vez. Foi preciso reiniciar a máquina.
O notebook parece um micro de mão, só que maior e mais pesado. A tela é sensível ao toque. O teclado fica na frente. Para digitar, é preciso deitar o micro na mesa e, então, digitar olhando para baixo, e não para frente, a forma comum. Nada ergonômico.
Acentuação também não é o forte do teclado, que não está no padrão brasileiro.Com a distribuição Montavista do Linux, o micro traz editor de textos e de desenhos, programas que tocam músicas e vídeos, além do navegador Firefox. Há ainda alguns programas como "caça palavras", jogo da memória, quizz de conhecimentos gerais e um piano digital.
Todos os softwares são em inglês. E alguns, como o "caça-palavras", não respondem bem aos comandos da tela sensível ao toque.