08/10 - 09:24 - Agência Estado
SÃO PAULO - Não são só as adolescentes de hoje em dia que vivem a neurose crescente de emagrecer a qualquer custo. Os celulares também embarcaram nessa paranóia e, a cada novo lançamento, perdem alguns milímetros de espessura.
E isso geralmente é muito bom. Quem não se lembra daqueles incômodos tijolões? Quando ficam mais finos, os telefones móveis tornam-se bem mais fáceis de carregar dentro do bolso. Também acabam ganhando em leveza.
As novas vítimas dessa dieta reforçada foram os dois novos modelos lançados pela Samsung no País: o Ultra 10 (SGH-U600), que conta com 10,9 milímetros de espessura, e o Ultra 5 (SGH-U100), que tem apenas 5,9 milímetros - um recorde mundial, que foi parar no Guinness Book. Os dois aparelhos, testados em primeira mão pelo Link, vêm com uma câmera respeitável, de 3,2 megapixels - resolução indicada para quem deseja imprimir imagens em formato tradicional, de 10 por 15 centímetros -, e ainda tocam MP3 e navegam pela web.
Todo emagrecimento radical, no entanto, traz alguns efeitos colaterais na vida real - nem que seja apenas uma pelanca caída. Será que o mesmo problema não acontece com esses dispositivos? Vale lembrar o desgastado ditado: "Nem tudo é perfeito". Existem, sim, alguns contratempos nos dois modelos, mas não dá para jogar a culpa de todos eles na magreza. Em contrapartida, ambos se saem bem em outros quesitos.
O Ultra 10 tem como ponto positivo o design simples e arredondado, que faz o celular se encaixar na palma da mão. Quando aberto, a disposição das teclas torna o telefone confortável tanto para discar números como para digitar mensagens. Já o Ultra 5 não se sai muito bem na categoria "beleza" e ainda vem com uma outra falha gravíssima: não aceita cartões de memória (leia mais no texto ao lado), uma limitação incrível para um aparelho desse tipo.
Logo abaixo da tela do Ultra 10 existem quatro teclas sensíveis ao toque, que servem para acessar funções do menu, fazer chamadas e desligar telefonemas. No começo, é um pouco difícil de acostumar com o tempo que levam para responder aos comandos do dedo, que é diferente do que ocorre com o resto do teclado. Depois de alguma prática, a digitação fica bem fácil. Pena que a tela, de cerca de 2 polegadas, logo fique cheia de digitais. Nojento.
Existem também alguns problemas de acabamento no Ultra 10. O primeiro modelo recebido pelo Link para testes veio com a tecla de ligar e desligar afundada. A Samsung afirmou que foi um problema isolado e enviou outro modelo, sem o defeito. Além disso, o aparelho, quando aberto, deixa um vão na parte de cima que expõe parte dos componentes internos. Como não há proteção, vai entrar poeira ali com o tempo. Isso na melhor das hipóteses, porque alguém mais desastrado pode muito bem virar um copo dágua bem nessa abertura.
A câmera fotográfica de 3,2 megapixels tem foco automático, o que é muito bom. Só que há uma boa demora entre o tempo em que se pressiona o botão de disparo e o tempo que a foto leva para ser efetivamente tirada. Às vezes, a diferença chega a quase 1 segundo. Não dá, portanto, para o celular registrar um flagra. A qualidade das imagens, por outro lado, é boa, mas elas tendem a ficar com menos brilho do que seria desejável.
A filmadora também grava bons vídeos, com um tamanho razoável: igual ao do YouTube. Mas peca pelo som, que no modelo Ultra 12 é bem melhor. Há muito ruído de fundo e as falas são abafadas.
O navegador de internet é ruim, porque bagunça a formatação dos textos e não lida bem com o tamanho da tela do celular. Ler um texto em um site vira uma tortura. Pelo menos o tocador de MP3 funciona muito bem.
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