02/10 - 17:59 - Ligia Helena, do Último Segundo
FLORIANÓPOLIS - Um painel reunindo representantes de operadoras de telefonia celular, fabricantes de aparelhos, e de empresas de comunicação discutiu o impacto da implantação da tecnologia de terceira geração (3G) nos serviços e no mercado brasileiro nesta tarde no Futurecom 2007, em Florianópolis.
As discussões da parte da manhã nas apresentações da Claro, Tim, Oi e Anatel serviram como aquecimento para o painel que foi iniciado com o questionamento das operadoras: como implantar a 3G no Brasil com preços competitivos com a altíssima tributação atualmente em vigor e seguindo tudo que foi proposto pela Anatel, como por exemplo a cobertura em todos os municípios brasileiros?
Todos os presentes no painel foram unânimes em dizer que a entrada da 3G no Brasil significará muito para o acesso banda larga móvel. Marco Aurélio de Almeida Rodrigues, presidente da Qualcomm no Brasil, prevê que em cinco anos todo o Brasil terá cobertura 3G.
Segundo o presidente da Anatel, Ronaldo Mota Sardenberg, o edital de licitação das freqüências de terceira geração da telefonia móvel está dentro do cronograma e deve sair ainda em outubro. Depois da implantação da rede a tendência é que os primeiros usuários da 3G estejam nas grandes cidades.
Há uma pressão do governo para que a rede 3G seja implantada todo o Brasil, mas tanto o diretor de operações comerciais da TIM, Álvaro Pereira de Moraes Filho quanto Paulo César Pereira Teixeira, vice-presidente executivo de operações da Vivo, acreditam que a melhor opção seja iniciar as operações de 3G nas maiores cidades, para só depois expandi-la.
Quanto aos custos para o usuário final, o vice-presidente executivo da Samsung, José Roberto Ferraz de Campos disse que os celulares 3G produzidos atualmente são 20% mais caros que os celulares 2,5G, mas que com a massificação da nova tecnologia, os preços tendem a cair. Além disso, o preço dos pacotes de dados das principais operadoras já se encontra em queda.
Num painel repleto de unanimidades, o panorama para a implantação da 3G é bastante positivo. Resta aguardar a publicação do edital de licitação e o leilão das radiofreqüências, que deve acontecer entre novembro e dezembro deste ano.
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