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Banda larga cresce 35,9% em um ano

13/09 - 09:18 - Agência Estado

SÃO PAULO - A banda larga cresce fortemente no Brasil, mas o acesso ao serviço ainda é bastante restrito. No fim do segundo trimestre, havia 6,54 milhões de assinantes, um crescimento de 35,9% sobre o mesmo período do ano passado e de 8% sobre o trimestre anterior, segundo o estudo "Barômetro Cisco de Banda Larga".

O número não inclui os 233 mil acessos de Internet rápida de banda larga por telefonia móvel que existiam no País, que só começaram a ser medidos no último trimestre pelo estudo.

Apesar do crescimento importante, a densidade da banda larga no País ainda é muito baixa. Existem cerca de 3 conexões por 100 habitantes, o que faz o Brasil ficar atrás de outros países da América Latina, como o Chile (7%) e a Argentina (4%). Na Coréia do Sul, a densidade estava em 26% no fim do ano passado e, em Hong Kong, em 25%. Os EUA têm 19 conexões por 100 habitantes.

Há quase três anos, quando a Cisco e a consultoria IDC começaram a fazer o estudo, traçaram uma meta de 10 milhões de acessos para 2010. "Não era uma previsão, mas uma meta", afirmou Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil. "As empresas de pesquisa projetavam cerca de 6,5 milhões para 2010. Na próxima edição do estudo, vamos revisar a meta para 12 milhões ou 13 milhões." O objetivo é incentivar a iniciativa privada e o governo a tomarem medidas para ampliar o acesso. O estudo apontou uma redução de preços de 30,3% nas conexões com velocidades de 1 megabit por segundo (Mbps) a 2 Mbps. O preço do acesso de velocidade menor caiu cerca de 12%. "A tendência é que as empresas ofereçam mais velocidade pelo mesmo preço", apontou Mauro Peres, diretor de Pesquisas da IDC Brasil.

Entre os obstáculos à expansão da banda larga estão a falta de cobertura, a competição limitada e os impostos altos. Segundo Ripper, existem entre 2 milhões e 3 milhões de brasileiros que poderiam pagar pela banda larga, mas não compram porque o serviço não está disponível em sua cidade. Mais de 3 mil municípios não têm nenhuma opção de Internet rápida. Os equipamentos usados no acesso chegam ao País com um preço duas vezes e meia maior, por causa de impostos de importação, e a carga tributária sobre os serviços ultrapassa 40%.

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