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China diz que ninguém pediu investigação de ataques de "hackers"

06/09 - 06:55 - EFE

PEQUIM - A China afirmou hoje que não recebeu nenhum pedido da Alemanha, dos Estados Unidos nem do Reino Unido para investigar a suposta espionagem das redes de informática de seus Governos por "hackers" chineses.

"Pelo que sei, a Polícia chinesa não recebeu nenhuma solicitação dos três países para abrir uma investigação conjunta", disse hoje a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Jiang Yu.

Segundo informações não confirmadas publicadas pela imprensa britânica e alemã, piratas chineses, alguns deles membros do Exército de Libertação Popular (ELP), conseguiram invadir as redes de computadores dos Governos dos três países.

A porta-voz chinesa voltou a chamar hoje de "infundadas" e "irresponsáveis" as acusações de suposta participação das forças armadas da China nos ataques virtuais.

"Acreditar que as forças armadas chinesas executaram esse tipo de ataque contra redes de Governos estrangeiros é infundado e irresponsável", afirmou.

O último incidente foi revelado ontem. O jornal britânico "The Guardian" informou que piratas chineses, entre eles membros do Exército, atacaram os sistemas de alguns departamentos governamentais.

"O Governo chinês se opõe e proíbe qualquer tipo de 'cibercrime'.

Temos leis e regulamentos explícitos, e desejamos reforçar a cooperação internacional no setor", afirmou Jiang.

A denúncia do "Guardian" veio dois dias depois de outro jornal britânico, o "Financial Times", revelar que piratas de informática do ELP entraram na rede de um escritório serviço do secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates.

As acusações de espionagem começaram no fim de agosto, quando a revista alemã "Der Spiegel" afirmou que "hackers" chineses invadiram os computadores do Governo da Alemanha. Eles teriam utilizado "trojans" (programas que copiam dados pessoais e senhas).

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