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UIT: Brasil é o 6º maior mercado de celulares do mundo

04/09 - 15:54 - Agência Estado

O Brasil é o sexto maior mercado para celulares no mundo e os grandes países emergentes, como China, Índia e Rússia, além do próprio País, já são os principais responsáveis pelo crescimento do setor de telecomunicações no mundo. No total, o mundo soma 1 bilhão de usuários de Internet e 4 bilhões de usuários celulares e de telefones fixos.

Os dados são da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que publicou hoje seu relatório anual. A distância entre os países ricos e os mais pobres ainda é considerada como "profunda".

Em 2006, o mundo já atingiu a marca de 1,26 bilhão de telefones fixos e 2,68 bilhões de celulares, dos quais 61% estão nos países em desenvolvimento. O que impressiona a organização, porém, é que quase a totalidade do crescimento está vindo dos grandes países emergentes. Só a China e Índia adicionaram outros 200 milhões de usuários de celular apenas no primeiro trimestre de 2007, com 87 milhões na China e 110 milhões na Índia.

Segundo a UIT, 100 milhões de usuários foram contabilizados no País até o final do ano passado. O Brasil é apenas superado por Japão, Rússia, Índia, Estados Unidos, com 233 milhões de usuários, e os 461 milhões de usuários na China. Em 2005, os sinais de celulares atingiam 88% do território nacional e o número de usuários é quatro vezes maior que em 2001.

Outros países emergentes também estão vendo uma alta sem precedentes na venda de celulares. Nova Délhi ainda anunciou um plano ambicioso de ter 250 milhões de usuários de celular até final de 2007 e, para 2010, atingir a marca de 500 milhões.

No Irã, o número em 2006, chegando a 16,7 milhões. Na Venezuela, Uruguai e Paraguai, a taxa de usuários sofreu uma alta de mais de 50% em 2006. Na Nigéria, o crescimento foi de 74% e o país já conta com 32 milhões de usuários.

Apesar do crescimento acelerado, a UIT destaca que a diferença entre os países ricos e pobres ainda é substancial. Nos 30 países mais ricos do planeta, onde estão 18% da população mundial, a taxa de penetração de celular é de 86%. Nos países emergentes, a taxa cai para 34%. Mas a situação mais crítica é dos países mais pobres, com apenas 8% de penetração dos celulares na sociedade.

Uma situação similar é vista no que se refere à Internet. Os grandes países emergentes continuam apresentando taxas elevadas de crescimento no uso da rede. O Brasil, por exemplo, já o 11º maior usuário de banda larga do mundo, com 5,9 milhões de usuários. No total, 17 em cada cem brasileiros estão conectados à Internet. Os líderes no que se refere à banda larga são os americanos, com 58 milhões, mas já seguidos de perto pela China com 50 milhões. O Japão vem em terceiro lugar, com 25 milhões de usuários de banda larga.

O problema é que a África, com 10% da população mundial, representa apenas 0,1% dos usuários de banda larga no planeta, o que deixa claro a diferença entre os países. Na última década, a taxa de penetração nos países emergentes vem crescendo a em 56%. Ainda assim, apenas 10% da população dessas economias estão conectadas. Já nos países ricos, a taxa é superior a 50%.

Para UIT, porém, já está na hora de os países emergentes se prepararem para a próxima fase do desenvolvimento da tecnologia da informação. O desafio será o de acompanhar a instalação das Redes da Próxima Geração (NGN, sigla em inglês para Next Generation Network). A tecnologia promete unir transmissão de dados, voz e vídeo em um único sistema. "Trata-se do casamento entre telefonia fixa, celular, TV e Internet", afirmou Susan Schorr, especialista da UIT que aponta para a necessidade para que operadores e reguladores estejam prontos para atender às exigências da nova tecnologia.

Nos países ricos, convergência entre as tecnologias já começou e técnicos apontam que a migração pode estar concluída até 2012. A África do Sul também toma medidas para garantir que celulares recebam vídeo até 2010 na Copa do Mundo, um investimento de US$ 1,4 bilhão. Na América Latina, Argentina e Chile também buscam iniciativas nesse sentido.




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