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Claro lança pacote para classe A e quer reconquistar velhos clientes

25/07 - 19:21 - Agência Estado

A Claro escolheu como uma de suas prioridades o relacionamento com os clientes e anunciou hoje algumas ações para atrair o segmento de alta renda. Uma delas é o lançamento do Claro A, pacote de serviço por meio do qual um especialista entrega o aparelho na casa do cliente e se encarrega da configuração e sincronia de agenda e e-mails.

Esse profissional, segundo o presidente da Claro, João Cox, se ocupará em tirar pessoalmente as dúvidas dos clientes, dando dicas de como utilizar o aparelho e prestando consultoria sobre o plano mais adequado ao perfil do usuário. Para ter esses mimos, o cliente precisará pagar R$ 49,90 por mês. O serviço, lançado hoje, estará disponível na recém-inaugurada loja da Claro no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Depois, será estendido às demais capitais. A empresa também está fazendo um trabalho de reconquista dos velhos clientes. Publicou hoje, nos principais jornais do País, um anúncio pedindo que os antigos assinantes entrem em contato com a empresa e relatem eventuais problemas que tenham ocorrido. Conforme disse Cox, a preocupação da empresa é promover uma melhora contínua do atendimento. "Não é à toa que saímos da pior classificação de atendimento da Anatel e agora estamos na sétima posição, com 0,18 (indicador de reclamações por mil assinantes) em junho de 2007", afirmou. No segundo trimestre de 2006, essa taxa era de 0,37.

Cox disse também que continuará a política de subsídios da companhia, tida como a mais agressiva do mercado. "Continuaremos subsidiando aparelhos. Além disso, temos a menor tarifa do mercado", garantiu. Ele evitou revelar números, mas disse que "talvez" o custo de aquisição por cliente (SAC, na sigla em inglês) tenha crescido neste segundo trimestre de 2007, período em que se comemoram os dias das Mães e dos Namorados. "Mas não de forma gritante." Ele aproveitou para alfinetar a TIM, que mudou a forma de diferimento dos subsídios dos aparelhos no balanço. No caso da TIM, desde o terceiro trimestre de 2006 o subsídio passou a ser diferido e amortizado pelo prazo mínimo do contrato de serviço para o sistema pós-pago, de 12 meses. Antes, tais despesas eram reconhecidas diretamente no resultado. "A gente mantém o rigor contábil e todo SAC é lançado de imediato", disse Cox. O diretor de clientes da Claro, Miguel Cui, buscou enfatizar que a Claro tem "melhorado a qualidade e, ao mesmo tempo, diminuído o custo do atendimento". De acordo com ele, no primeiro semestre de 2005, 64% da base de assinantes tinha buscado atendimento telefônico na empresa, com uma despesa média de R$ 1,17 por assinante. No mesmo período de 2006, o custo era de R$ 0,85 por cliente, para atendimento prestado a 40% da base. Um ano depois, essa relação passou a R$ 0,57 e 31%.




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