À primeira vista, o Samsung F300 parece medíocre: um celular sem-graça, com visor minúsculo. Mas aí você vira o bicho e se surpreende.
Nas costas, ele traz um toca-MP3 completo, com tela de 2,2 polegadas (50% maior que a do iPod nano) e comandos acionados por um sensor - basta deslizar o dedo para navegar pelas músicas. O design do F300 impressiona. Além de ser muito bonito, ele tem só 1,1 cm de espessura. É uma pena que, na prática, apresente falhas irritantes. A pior delas, que praticamente inviabiliza o uso do aparelho, está na função de MP3. Não dá para organizar as suas músicas por nenhum critério (álbum, autor, intérprete, pasta...). Ou seja: as músicas ficam todas amontoadas, misturadas numa só "pilha". É um absurdo. Imagine encher a memória do Samsung, na qual cabem cerca de 200 músicas, e depois ter que olhar uma por uma até encontrar a que você quer ouvir.
Para piorar as coisas, o aparelho é muito lento. Chega a demorar mais de 5 segundos para responder aos cliques. E seu controle de volume é terrivelmente impreciso (tem apenas 13 posições, contra as 30 ou 40 de qualquer tocador de MP3). Só isso já desestimula o uso do Samsung para ouvir MP3. Mas a coisa fica ainda pior. A transferência de músicas do computador é um verdadeiro suplício. Nos testes, a transferência de três álbuns (totalizando 133 MB) demorou mais de cinco minutos. Com um toca-MP3 normal, levou um minuto.
E tem mais. Quando você está ouvindo MP3 e recebe uma ligação, o Samsung interrompe a música para que você atenda a chamada. Beleza. Só que os fones são estupidamente mal projetados - o microfone embutido neles fica pendurado na altura da sua barriga. Ou seja: para falar, você tem de ficar segurando o microfone com a mão. O F300 (sistema GSM; R$ 1200) é um celular bonito e inovador, mas tem defeitos demais. Resta esperar que, numa eventual próxima geração do aparelho, a Samsung consiga consertá-los. <i>As informações são do O Estado de S. Paulo/Link</i>