Pesquisa vive um "apagão" Por Maurício Moraes e Silva São Paulo, 11 (AE) - A criação do sistema brasileiro de TV digital mobilizou cerca de 1.300 pesquisadores em 73 instituições espalhadas pelo País.
Hoje, às vésperas da entrada do sinal no ar, essa equipe foi desmantelada. Pouco tempo depois que os relatórios foram entregues, em dezembro de 2005, o financiamento do governo "secou" e os laboratórios não conseguiram manter todos os seus "cérebros".
Muita gente foi contratada a peso de ouro pelos grandes fabricantes de eletroeletrônicos, como Domingos Kiriakos Stavridis, que era gerente do Laboratório de TV Digital do Laboratório de Sistemas Integráveis da Universidade de São Paulo (LSI- USP) e agora trabalha para a Samsung. Também houve quem resolvesse abrir um negócio ligado à área e especialistas que resolveram correr atrás de outros projetos. No LSI, havia 120 pessoas trabalhando para desenvolver o sistema. Sobraram apenas 30. No laboratório da Universidade Mackenzie, a equipe foi reduzida de 22 para apenas 5 pesquisadores. "Aquela massa crítica que ajudou na concepção do sistema não existe mais", destacou o professor Gunnar Bedicks Jr. "Vamos precisar de anos para recuperá-la."