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Com iPhone, Apple quer revolucionar a telefonia

29/06 - 09:18 - Agência Estado

O fogo, a roda e agora... o iPhone! Demorou 10 mil anos, mas finalmente alguém surgiu com algo realmente novo. Ou ao menos é o que você pode pensar enquanto absorve o alvoroço que envolve o aparelho eletrônico do momento - o iPhone da Apple.

Combinando um elegante design industrial com um marketing inteligente, a Apple e seu presidente, Steve Jobs, transformaram um telefone celular no mais badalado produto de alta tecnologia em anos. Jobs acredita que 10 milhões de pessoas logo pagarão US$ 500 ou US$ 600 para terem um iPhone.

"São três coisas", disse ele, recentemente. "É o melhor iPod que já fizemos. É um telefone celular incrivelmente maravilhoso. E é a internet no seu bolso, pela primeira vez."

Às 18 horas de hoje nos Estados Unidos, as lojas da Apple e da operadora AT&T reabrirão suas portas para vender o iPhone.

O motivo para a abertura ser às 18 horas é um pouco vago. Don Brown, o porta-voz do AT&T, disse que isso permitirá às lojas se concentrarem no movimento normal durante o dia antes que a magia do iPhone comece. Richard Curtis, gerente da Apple Store no Country Club Plaza, disse que os empregados foram instruídos a não falar sobre os planos.

Dependendo de seu interlocutor, o iPhone é a melhor coisa da alta tecnologia em anos ou é apenas mais um outro equipamento que não faz nada que muito telefones celulares não tenham feito durante anos. Caso você não tenha assistido televisão no último mês, o iPhone é o primeira produto da Apple no mercado de celulares. Combina um smartphone com um tocador de música digital iPod num único dispositivo, cujo funcionamento e aparência é diferente de qualquer outro celular.

O telefone faz chamadas e toca música mais ou menos da mesma forma que qualquer telefone com música do mercado. A grande diferença está na interface. O celular abandona o tradicional teclado trocando-o por uma inovadora tela de toque, que permite que os usuários vejam suas mensagens de voz sem ter de ouvir uma longa lista de mensagens. Uma interface gráfica mostra páginas da internet de forma muito parecida com as de um computador tradicional. Os usuários podem usar o zoom nessas páginas para lerem com mais facilidade.

Porém, o iPhone vem com um preço de tabela que coincide com suas expectativas exageradas - US$ 499 por um modelo que armazena 4 gigabytes de música, fotos e vídeos ou US$ 599 por um modelo de 8 gigabytes. Jobs e a Apple vêm provocando os consumidores há mais de um ano, "deixando vazar" detalhes do iPhone. Os blogueiros cogitam constantemente que aplicativos ele possa conter.

E há um mês a Apple e a AT&T, a única empresa de telefonia sem fio que oferecerá o telefone, vêm gastando dezenas de milhões de dólares em publicidade, exibindo a aparência deslumbrante do telefone e os recursos de toque de tela.

Mas nem todo mundo está assim tão empolgado. "Nem Deus conseguiria projetar um aparelho que correspondesse a toda essa badalação, mesmo com tudo a favor", disse David Platt, autor de Why Software Sucks (Porque os Softwares Aborrecem). Platt acha que o telefone tem muita coisa num aparelho só. O iPod faz sucesso porque é simples de usar e faz uma coisa bem, disse Platt.

A questão agora é se Jobs consegue fazer pelos telefones de alto preço o que fez pelos tocadores de música digitais: efetivamente encurralar o mercado. Jobs diz que sua empresa terá vendido 10 milhões de iPhones até o final de 2008. É uma meta ambiciosa.

Atualmente, os americanos pagam em média US$ 93 por um celular novo, segundo estudo realizado pela J.D. Power and Associates. Porém, o estudo também descobriu que só 12% pagam mais de US$ 150 por um celular. Com a expectativa da venda de 150 milhões de novos celulares este ano, isso significa que Jobs precisa mudar os hábitos de compra dos consumidores ou captar a maioria do mercado sem fio de alto preço. As informações são do O Estado de S. Paulo

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