Fonte do bloco de controle do grupo Oi disse que o objetivo primordial da reestruturação societária é simplificar a cadeia para gerar mais dividendos aos acionistas. "Somos investidores que colocamos o capital ao risco e gostaríamos de ter o retorno.
Para receber bons dividendos, não podemos ter uma estrutura complicada como essa", afirmou.
Segundo ele, parte do empréstimo de R$ 11,45 bilhões contratado junto a seis bancos será usado para quitar uma dívida de aproximadamente R$ 200 milhões da operadora Telemar. O restante se destinará à operação que terá como alvo as ações preferenciais em circulação das subsidiárias Tele Norte Leste (TNLP4) e da Telemar Norte Leste (TMAR5). O leilão de oferta pública será realizado no dia 24 de julho na Bovespa. Às 13 horas acontece a transação com TNLP4 e às 13h15, com TMAR4. Parte do empréstimo contratado será lastreado na emissão de até R$ 4,8 bilhões em notas promissórias, anunciada ontem. O montante também servirá para cobrir eventuais resgates de debêntures da 6ª e da 7ª emissões.
O interlocutor do bloco de controle comentou que edital assegura ao ofertante o direito de elevar os preços no curso do leilão. Mas deu mostras de que isso não deve ocorrer. "Podemos fazer isso até o último minuto, mas não vai acontecer, não". Pelo documento, o grupo pode aumentar os preços de compra durante os leilões e estender os novos valores a todos os acionistas que aceitaram lances anteriores.
O edital também expressa que serão permitidas ofertas concorrentes, desde que os lances cubram o lote total das ações PN e PNA ofertadas e seus valores superem em, no mínimo, 5% o preço de compra inicial da oferta. Caso apareça um competidor interessado, terá de protocolar sua intenção de participar do leilão até as 17h do dia 23 (um dia antes da realização do leilão na Bovespa). A possibilidade de isso acontecer é quase nula, na avaliação de analistas do mercado.
Essa fonte confirmou que o fato de a holding decidir desvincular a oferta por TMAR5 ao sucesso da operação com TNLP4, conforme foi antecipado ontem pela Agência Estado, é uma forma de dar mais viabilidade à operação. Ao contrário do que havia sido anunciado em fato relevante de 10 de abril, o formulário 20-F arquivado pelo grupo na última sexta-feira eliminava esse condicionante. "Não fazia sentido vincular uma operação à outra e impedir a adesão dos acionistas da TMAR5 à operação no caso de não se alcançar 2/3 (de adesão) na TNLP4".
Caso a oferta não atinja o quórum necessário, ele disse que a empresa pode, se julgar conveniente, resgatar as ações preferenciais em circulação Telemar Norte Leste seguindo uma metodologia de cálculo que inclui o valor patrimonial ou os preços de mercado, o que for maior. Essa garantia está prevista no estatuto da controlada. "Temos de seguir o estatuto e seguir a lei. Se considerarmos que vamos continuar, discutiremos o assunto com a Comissão de Valores Mobiliários".