Fazer buscas, mandar e-mails, bater papo online com os amigos, ler as últimas notícias, compartilhar fotos digitais, enviar vídeos..
. Sabia que dá para fazer tudo isso sem encostar a mão no PC? Pode parecer mentira, mas há grandes chances de que o seu celular já esteja pronto para realizar todas essas tarefas acessando a internet. Ainda assim, dá para contar nos dedos os seus conhecidos que já se aventuraram nesse novo mundo.
Hora de mudar essas tristes estatísticas. Preparamos várias dicas para que você se torne um dos desbravadores da internet móvel, entrando desde já na onda que tomará conta dos quatro cantos do globo no futuro. Pode apostar. Especialistas na área apontam para essa tendência, embora uma série de fatores ainda atrapalhe a popularização da rede, principalmente em países como o Brasil. Em lugares como Japão e Coréia do Sul, no entanto, esse cenário futurista já virou realidade.
Por aqui, um dos principais motivos para o atraso está no preço estratosférico cobrado pelas operadoras para o acesso à rede. "O valor é muito alto no Brasil, para uma internet muito lenta", ressalta o engenheiro Ronaldo Assim Pereira, de 32 anos. Ele faz parte da minoria silenciosa que entra na rede com um smartphone, aparelho que mistura telefone móvel e computador. Pereira depende da web móvel no seu trabalho e paga R$ 150 por um plano de dados ilimitado (leia mais na página 4), custo reembolsado depois pela empresa.
Fica bem mais caro do que um acesso banda larga de 4 megabits por segundo vendido para PCs, que não passa de R$ 120 por mês. Sem falar que a velocidade no telefone móvel do engenheiro é aproximadamente vinte vezes menor do que isso. Bem ou mal, Pereira consegue ler e enviar e-mails, além de navegar pela web - principalmente para fazer buscas online - e papear usando o MSN.
A lentidão da internet brasileira tem a ver com a falta de uma rede 3G, que permitiria conexão em alta velocidade, como já ocorre em mais de 50 países. O processo está atrasado. O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar Júnior, prometeu na semana passada que a publicação do edital para a criação do sistema será uma prioridade do órgão no segundo semestre.
Para Erasmo Rojas, diretor para América Latina e Caribe da organização 3G Americas, o interesse dos brasileiros pela internet móvel não vai aumentar só com a instalação de uma rede superveloz. "Se as operadoras oferecerem conteúdos interessantes, o usuário ficará curioso para se conectar", acredita. "Hoje, o acesso ainda toma tempo e é um pouco chato." Mas, às vezes, nem isso resolve o problema. Há outros fatores que afetam o acesso à rede mesmo em países com as condições ideais para isso, como o teclado diminuto de muitos aparelhos e a falta de páginas adaptadas às suas telinhas. Pesquisa feita pela Forsa Research em abril mostra que 88% dos alemães só querem falar nos seus telefones, enquanto só 8% lêem notícias ou buscam informações. Dificuldades à parte, dá para fazer muita coisa legal na web. <i>As informações são do O Estado de S. Paulo/Link</i>