As ações da Cyrela, Cosan e Net são as mais arriscadas do Ibovespa, conforme estudo da consultoria Cyrnel International. De acordo com a análise, o risco de Cyrela ON é 3,45 vezes maior do que da carteira teórica do Ibovespa; o da Cosan, 2,80 vezes; e o da Net, 2,68 vezes.
Dentre os papéis de menor risco, estão Petrobras, com 1,77 vez, AmBev, com 1,77 vez e Telesp PN, com 1,80 vez.
Lojas Renner ON e CPFL Energia, que ingressaram na carteira na virada do portfólio, em maio, têm graus de 2,42 e 1,87 respectivamente.
O grau de risco mede o potencial de perda de um ativo, ou de uma carteira, quando comparado a um benchmark padrão. Na análise da Cyrnel, o marco é a carteira completa do Ibovespa, grau 1.
A análise dos setores mostra que a indústria de petroquímica é responsável por 18,6% do risco do Ibovespa, enquanto metalurgia fica com 16,9%. O segmento de finanças responde por 16%. A Cyrnel lembra que os porcentuais refletem a alta concentração do Ibovespa em Petrobras e Vale e também bancos. Observando apenas a indústria, sem a comparação com o Ibovespa, tecnologia continua no topo do ranking , com o maior risco médio por indústria, com 2,25, seguido por construção (2,15), metalurgia (2), saneamento (1,98), telecomunicações e telefonia móvel (1,96), automobilística (1,80) e siderurgia (1,75).