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Para analista, eventual proposta 3,5 bi de euros por Oi é baixa

30/05 - 19:51 - Agência Estado

Caso uma oferta da Portugal Telecom (PT) pela Oi aconteça e seja mesmo de 3,5 bilhões de euros, conforme o noticiário português de hoje, a operadora só terá êxito na sua proposta se oferecer "algo mais" na mesa de negociação, diz o analista de telecomunicações do Santander Banespa, Valder Nogueira. "Se (o valor) for para todas as ações ordinárias da Oi, inclusive os papéis dos minoritários, é pouco", afirma, justificando que a proposta estaria bem próxima dos preços hoje determinados pelo mercado, dando pouco espaço para valorização.

Segundo o analista, tendo por base o fechamento de ontem das ações ON (TNLP3, a R$ 71,70), os portugueses teriam de pagar R$ 4,9 bilhões aos controladores e outros R$ 3,4 bilhões aos minoritários ordinaristas (pelo direito de tag along), totalizando R$ 8,3 bilhões ou 3,2 bilhões de euros - muito próximo do orçamento de 3,5 bilhões de euros divulgado pelas agências internacionais, valor que seria pago com dinheiro e ações.

Dessa forma, para conseguir ser bem-sucedida em uma eventual compra da Oi, segundo Nogueira, a PT teria de combinar a proposta financeira com "uma solução criativa", já que os investidores poderiam ver com insatisfação o valor apresentado. Na proposta de reestruturação fracassada no passado, o preço implícito para as ON era de aproximadamente R$ 112. Assim, o dispêndio para arrematar o bloco de controle e pagar os 80% aos minoritários de papéis ON elevaria a conta a 4,9 bilhões de euros, cifra alta segundo Nogueira. "O valor é alto e acho difícil os portugueses comprarem a esse preço", diz.




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