iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Loucos por SMS em toda a cidade

23/05 - 14:28 - Agência Estado

Por Rodrigo Martins Xangai, China, 23 (AE) - Eles são onipresentes. Em Xangai, para todo lugar que se olhe, há alguém usando o celular.

Seja nas ruas, no ônibus, nos carros, no mercado, etc., os aparelhinhos estão lá. Até no metrô, que cobre quase toda a cidade, o telefone móvel funciona. Ao contrário de São Paulo, há sinal mesmo debaixo da terra.

Na China, da megapopulação de 1,3 bilhão de pessoas, 461 milhões contam com telefones celulares, diz o governo. No país, um dos serviços mais populares é o envio de mensagens SMS. A estimativa oficial é que os chineses enviem nada menos que 300 bilhões de mensagens por ano. A média anual por pessoa é de 600 torpedos. Uma comparação: no Brasil, onde existem cerca de 100 milhões de celulares, por ano, apenas 500 milhões de SMS são enviadas, diz a consultoria internacional UIT. E a média anual é de 72 torpedos por pessoa.

Por que os chineses enviam tantos torpedos? Para começar, o preço de um SMS é o mais barato do mundo: custa R$ 0,02. "Compro um pacote com 100 mensagens por 10 yuan (cerca de R$ 2,60) e uso até acabar. Se tenho dinheiro, carrego mais", diz a estudante Chen Lin, de 22 anos. "Mando cerca de 20 mensagens por dia para amigos e família. Também envio fotos que faço no telefone." Outro que curte enviar torpedos é o cineasta Clark Wang, de 22 anos. "Todo mundo que sabe mandar SMS usa o serviço, pois é barato. Além disso, os chineses não gostam muito de falar ao telefone, preferem se comunicar por escrito." De acordo com vendedores de celular ouvidos pela reportagem, os modelos preferidos pelos consumidores em Xangai são os que trazem o maior número de recursos possíveis, mas que não custam muito caro. "Os mais vendidos tiram fotos, tocam MP3 e vídeos e custam cerca de 3.000 yuan (R$ 790). E são principalmente os mais jovens que compram", diz a vendedora Zhang Xian, de uma loja na área tecnológica da cidade, a Pacific Square.

O estudante Hanny Kunadi, de 24 anos, faz parte desse perfil. "Quando compro um celular, ele tem de ser bonito e barato" diz. "E também precisa tocar músicas e mandar SMS." Uma das novas modas entre a turma do celular é acessar a internet. A China ainda não tem acesso 3G - o mais veloz atualmente no mundo -, mas a velocidade da rede 2,5G que existe hoje já foi o suficiente para convencer cerca de 17 milhões de chineses a usarem o serviço.A estudante Suo Qiong, de 22 anos, é uma delas. "Uso para chats. Consigo estar conectada em qualquer lugar."




US Multimídia


Publicidade


Enquete