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Second Life é o novo palanque político

18/05 - 15:24 - Caio Teixeira, do Último Segundo

SÃO PAULO – Com o crescimento do metaverso (universo virtual) do Second Life (SL), todo o tipo de empresa, pessoas e organizações migrou para a nova mídia. A política demorou, mas chegou. Partidos já montam diretórios no universo virtual e políticos criam “avatares” (personificação virtual) para participarem do novo, e mais badalado, meio de comunicação.

 

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) saiu na frente e, em outubro de 2006, tornou-se a primeira legenda, ao menos brasileira, a aderir ao Second Life. Segundo o dirigente nacional e estadual do PSDB, Raul Christiano, “o partido procura cada vez mais investir na comunicação virtual. O Second Life é mais um exemplo da reforma política que o PSDB tem realizado”.

Mas os tucanos não estão sozinhos. O partido Democratas (antigo PFL) também já montou seu diretório no SL. De acordo com o presidente do partido e mais novo usuário do metaverso, Rodrigo Maia, “o partido busca, sempre, novos meios de comunicação. Acho um caminho lógico estabelecermos um contato através do SL”.

Outros partidos não vêem a entrada no mundo virtual como algo importante. O PT é um deles que ainda não possui filial no SL. Segundo o partido, ainda não existe um projeto concreto para a entrada da legenda no mundo virtual.

A migração de organizações reais para o mundo virtual não é algo novo, filiais da Nokia, Toyota, Apple, Microsoft, Sony, e várias outras, já possuem lugar cativo no SL há certo tempo. Com a chegada do Second Life Brasil, trazido com exclusividade pela parceria entre o iG e a Kaizen Games, a facilidade de brasileiros fazerem parte da comunidade é ampliada, com todos o metaverso traduzido para o português (clique aqui para saber mais).

Interatividade

Espaço do Democratas no mundo virtual do Second Life
Tanto o PSDB quanto o Democratas planejam organizar fóruns e debates no SL para conquistar a confiança e dar voz ao usuário. “O público alvo com este espaço no SL é o jovem, obviamente”, afirma Maia, mas pondera, “nada impedirá de que qualquer pessoa venha debater conosco”. O deputado ainda diz que já possui seu avatar e que pretende sempre estar por perto para conversar com os usuários.

Apesar de toda a inovação e rapidez em criar a sua identidade virtual, a estrutura do PSDB no Second Life ainda está em evolução, “no momento é só criar uma inovação, mostrar que estamos na ponta do relacionamento virtual”, afirma Raul Christiano.

Tudo é muito interessante, a tecnologia aplicada, novas formas de comunicação, maior interatividade com os usuários, mas algo ainda não foi discutido: como serão as campanhas políticas dentro do mundo virtual? Será utilizado algum tipo de controle, como? Deve ser, de fato, usado algum tipo de controle para uma eventual campanha virtual? Afinal de contas, os diretórios virtuais foram montados para serem mais um braço do partido.

Para o dirigente tucano a atuação da política no mundo virtual já é uma realidade desde as eleições de 2006. “Anteriormente, o PSDB utilizou de algumas ferramentas virtuais para fazer sua propaganda, atingir mais pessoas. A ordem da diretoria do partido é a reformulação, atualização de metas e formas de atingi-las, o Second Life é mais uma delas”, diz Raul Christiano.





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