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Canadense Thomson compra a Reuters por US$ 17,3 bilhões

16/05 - 09:22 - Agência Estado

O grupo britânico Reuters aceitou a oferta de compra de 8,7 bilhões de libras (US$ 17,3 bilhões) feita pela canadense Thomson Corp. A aquisição cria a maior empresa mundial do setor de informações financeiras, passando à frente da Bloomberg, atual líder.

A Reuters Founders Share Company, fundação responsável por garantir a independência editorial do grupo e que pode bloquear qualquer compra graças a uma "golden share" (ação com poder de veto), apóia a oferta de aquisição da Thomson, informou o grupo britânico em um comunicado.

A operação ainda precisa ser aprovada pelas autoridades que regulam a concorrência no mundo, assim como pelos acionistas da Reuters. O comunicado destaca que a conclusão da operação, portanto, ainda não é segura. A família Thomson, que detém 70% da Thomson Corp por meio da holding Woodbridge, respalda a transação e, caso o processo seja concretizado, terá 53% do novo grupo. Os outros acionistas da Thomson ficarão com 23% e os da Reuters, com 24%. "Os temas de regulamentação são o principal obstáculo que se deve superar para permitir a finalização da transação", afirmou Charles Peacock, da corretora Seymour Pierce.

O novo grupo Thomson Reuters, que terá cotação nas bolsas de Toronto e Londres, concentrará 34% do mercado de informações financeiras, ante 33% da Bloomberg. De acordo com estimativas do mercado, terá US$ 11 bilhões em volume de negócios.

O atual diretor-geral da Reuters, Tom Glocer, comandará a empresa, enquanto David Thomson, presidente de Thomson, assumirá a presidência do grupo. Glocer evitou dizer quanto tempo o processo de aquisição vai levar, mas disse que reduções de operações poderão não ser necessárias.

"Eu não espero que nós precisemos fazer qualquer desinvestimento", disse o executivo em conferência com jornalistas.

A união permitirá às duas empresas economizar US$ 500 milhões por ano a partir de três anos depois da fusão, de acordo com o comunicado. Para a Thomson, a combinação das duas companhia traz força a seus negócios de serviços de informação. Para a Reuters, ela reduz a suscetibilidade aos cíclicos serviços financeiros.

A Thomson propôs pagar 352,5 pence por ação da Reuters, além de ceder 0,16 ação do novo grupo por ação da Reuters, o que dá à transação o valor de 8,7 bilhões de libras, com base na cotação dos papéis da Thomson e na taxa cambial entre o dólar canadense e a libra na segunda-feira. A Thomson financiará a operação com a venda, anunciada na sexta-feira, de suas atividades educativas por US$ 7,75 bilhões.

Embora conhecida mundialmente como uma agência de notícias de informação geral, com 2,4 mil jornalistas em 131 países, a Reuters obtém mais de 90% de seus recursos abastecendo bancos, empresas de câmbio, bolsas e fundos de investimentos com vários dados em tempo real (cotações da bolsa, taxas cambiais, matérias-primas, obrigações), assim como com os sistemas de intercâmbios.

A fusão aumentará a influência da agência Thomson Financial, criada com a compra da empresa especializada AFX News, da AFP. O setor de mídia está em ebulição desde que o bilionário Rupert Murdoch, da News Corp, ofereceu cerca de US$ 5 bilhões pela Dow Jones, dona do Wall Street Journal. <i>As informações são de O Estado de S. Paulo.</i>




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