11/05 - 15:31 - Carta Capital
O reino deles não é deste mundo. Tampouco da realidade cotidiana da qual eles pretendem se alimentar, vestir ou construir impérios. Não nesta vida, mas em uma segunda existência, imaginária e criada pela fantasia de cada um. Um universo virtual onde as apostas são altas, o interesse de corporações crescente e de futuro incerto. Para alguns é uma bolha, para outros é o que vai substituir a internet.
À primeira vista, trata-se de um jogo, um passatempo. Quem ama define a vida virtual como metaverso. Numa tradução pouco ortodoxa: para além de algum lugar. Ou, simplesmente, Second Life, a febre da internet altamente contagiosa a empresas em busca de divulgação e negócios e profissionais que procuram oportunidades.
Diversas empresas e entidades já se aventuram nas ilhas que compõem o arquipélago virtual, mas há ainda muito mar a ser ocupado. De olho nesse mercado da “construção civil”, um curso real ensina empreendedores e companhias, também de carne, osso e concreto, como criar ambientes virtuais e suprir a real demanda por artigos para avatares, os personagens que representam cada um dentro do Second Life.
A New Horizons, franqueadora internacional com presença em quase todos os estados, começa em breve as aulas de LindenScript, a linguagem de programação do Second Life. A idéia é a de oferecer dois níveis de curso. No primeiro, os alunos terão as noções elementares de como utilizar o programa e interagir com o ambiente. O segundo, bem mais avançado, oferecerá as técnicas de como construir prédios, carros, roupas e acessórios.
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