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Faça mais e melhores downloads

18/04 - 14:07, atualizada às 14:21 18/04 - Agência Estado

Faça mais e melhores downloads Por Bruno Sayeg Garattoni São Paulo, 18 (AE) - Ele pode ser sério ou divertido, rapidinho ou enrolado, seguro ou arriscado... e - atenção! - legal ou ilegal.

Você faz o tempo todo, mesmo sem saber. Ele é vital, é como respirar, é a gênese da internet. É o download. Quando você acessa um site, o seu navegador está, na verdade, fazendo um download. Precisa de um programa para o seu computador? Download. Música, vídeo, games? Download. Vírus? Chega por download. E o antivírus também. O download é maravilhoso. Mas, como todas as coisas boas, ele sempre deixa um gostinho de quero mais: você sempre acha, mesmo com as modernas conexões de banda larga, que seu download poderia ser mais rápido, ou mais fácil.

VELOCIDADE REAL

O primeiro passo é entender a velocidade real da sua conexão. Você tem acesso de 500 Kbps, por exemplo, mas ao baixar um arquivo a velocidade indicada é aparentemente muito menor, algo como 60 KB/s. Como é possível? É o seguinte. A velocidade da conexão é medida em bits por segundo, mas a velocidade dos downloads é medida em bytes por segundo. E um byte equivale a oito bits. Para saber a velocidade máxima real da sua conexão, basta dividi-la por oito. Por exemplo. Tenho uma conexão de 1 Mbps - o que equivale, mais ou menos, a 1.000 Kbps. Mil dividido por oito dá 125. Ou seja: a velocidade de download máxima é 125 KB/s. Vale destacar: essa é a velocidade de download. O upload - envio de dados do seu computador para a internet - é sempre muito mais lento. Procurados pela reportagem, Speedy, Vírtua e Ajato deram a mesma explicação. Segundo eles, como a rede tem uma capacidade finita, acelerar o upload teria conseqüências: reduziria a velocidade de download, ou então encareceria os serviços. O upload lento prejudica a performance dos softwares de compartilhamento de arquivos, como o popularíssimo BitTorrent. É que, nesses programas, a sua velocidade de download depende da velocidade de upload das outras pessoas (pois elas estão mandando pedaços do arquivo para você). Mas existem alguns truques que podem melhorar o upload. Speedy e Ajato dizem não limitar a quantidade de dados que você pode baixar por mês, mas o Vírtua é diferente - no seu plano básico, de 2 Mbps, o limite mensal é de 20 gigabytes (somando download e upload). Quem estourar essa cota tem duas opções: ou fica "de castigo" até o final do mês, com a velocidade reduzida para 200 Kbps, ou então paga R$ 40 para ter direito a mais 20 GB.

"Na prática, é um teto meio inatingível. Com 20 GB você conseguiria, por exemplo, baixar mais de 40 episódios de uma série de TV", exemplifica Eduardo Guedes, da NET. O usuário pode acompanhar seu consumo, dia a dia, pelo site do Vírtua. Vale lembrar que essa cota não inclui apenas downloads.

Tudo o que você faz na internet conta: a navegação, os e-mails, os bate-papos, games online. Mas, comparado com os downloads, isso representa pouco. Nos últimos tempos, com a explosão no uso dos softwares de compartilhamento de arquivos, os serviços de banda larga passaram a ser acusados de fazer "traffic shaping", ou seja, desacelerar de propósito a velocidade dos softwares P2P.

Procurados pela reportagem, todos negaram categoricamente a prática, que afeta principalmente o BitTorrent. Seja como for, a tecnologia avança: já existe um sistema que promete driblar o "traffic shaping".

CUIDADO COM O UPLOAD

Baixar músicas e vídeos sem autorização não é correto. Mas é uma realidade: segundo estimativas, mais de 3 milhões de brasileiros já aderiram à prática. As gravadoras pretendem coibir, mas sem necessariamente perseguir quem faz downloads - elas querem pegar é quem faz bastante upload, ou seja, repassa arquivos em grande escala para outras pessoas. "A estratégia é ir atrás das pessoas que fazem upload, pois sem elas a rede ‘peer to peer’ deixa de existir", afirma Paulo Rosa, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos.

Sabe por quê? "Fica complicado processar quem faz o download para uso pessoal. Pois ele pode ser condenado a pagar apenas o valor da obra. Que geralmente é menor que o gasto de um processo", explica o advogado Renato Opice Blum. "Já quem disponibiliza os arquivos para outros, esse pode sofrer sanções mais pesadas".

VEJA COMO BAIXAR CÓPIAS DOS SEUS SITES PREFERIDOS

Você está fazendo um trabalho ou uma pesquisa para a escola e encontra um site cheio de informações. O que fazer? Imprimir tudo? Que tal baixar as páginas mais interessantes para o computador? É facílimo. No Internet Explorer, clique em Arquivo/Salvar como.Se você tem um laptop e anda com ele para todo lado, sabe que nem sempre há uma conexão à internet disponível. Que tal gravar cópias dos seus sites preferidos na memória do notebook para ler tudo e navegar por eles sem estar conectado à web?Para fazer isso, é preciso instalar um programa do tipo "offline browser".

Existem opções gratuitas, mas o programa mais rápido e fácil de usar é o Teleport Pro, que pode ser testado de graça. Ele faz quase todo o trabalho sozinho. Você só precisa digitar o endereço do site que deseja baixar e definir a "profundidade da captura". É o seguinte. Com profundidade 1, o Teleport vai baixar a página principal e todas que estiverem lincadas a ela. Com profundidade 2, baixará todas as páginas lincadas e também aquelas lincadas a elas. E por aí vai. Parece confuso? Faça o seguinte. Deixe o controle no nível padrão, que é 3, e deixe o Teleport trabalhar. Se você achar que ele está demorando muito para baixar as páginas, ou então não deu conta do recado - deixou de capturar páginas que você queria ler -, basta diminuir ou aumentar a profundidade.

APRENDA A EVITAR VÍRUS E OUTROS TIPOS DE RISCO Os downloads são, claro, o grande veículo para vírus, spyware e outras pragas digitais. Por isso, é recomendável baixar arquivos apenas de sites idôneos, como www.download.com e www.superdownloads.com.br. Para baixar música, as melhores opções são os serviços legalizados, como UOL Megastore (www.uolmegastore.com.br), Terra Sonora (www.terra.com.br/sonora) e iMúsica (www.imusica.com.br).

Mesmo assim, você prefere se aventurar pelas redes de troca de arquivos? Muito cuidado. Primeiro, a recomendação mais óbvia. Instale um antivírus e um anti-spyware no seu computador - para quem ainda não tem, duas boas opções são o antivírus AVG (free.grisoft.com) e o anti-spyware Spybot Search and Destroy (www.safer-networking.org). Mas só isso não basta. Como não possuem nenhum tipo de controle, as redes de compartilhamento estão sempre na "vanguarda" das pragas digitais, ou seja, é por elas que se espalham os vírus de última geração, capazes de driblar os softwares de proteção. Então, você terá de usar o bom senso. Faça um ajuste no Windows. Entre em Meus documentos e clique em Ferramentas/Opções de pasta. Clique em Modos de exibição e, na janelinha exibida, procure o item "Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos". Desmarque esse item.

Agora, você poderá ver as extensões dos arquivos que baixar da web. Geralmente, os arquivos das redes ‘peer to peer’ vêm nos formatos MP3, ZIP, RAR, AVI e MPEG. Desconfie de outros tipos. Vale a pena dar uma checada no controle de portas do Windows. Acesse Iniciar/Configurações/Conexões e dê um clique-direito no ícone da sua conexão, selecione Propriedades e Avançado. Nessa tela, verifique se o firewall está ativado.





 
 

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