Pacote traz um "simulador de celular" Por Bruno Sayeg Garattoni São Paulo, 04 (AE) - Além do novo Photoshop CS3, a Adobe também está lançando novas versões de vários outros programas para edição gráfica. As maiores novidades estão nos softwares usados para criar conteúdo online.
Cada vez mais, os profissionais têm de criar conteúdo para celulares. Mas como saber se aquela ilustração, foto ou vídeo que você fez vai caber direito na telinha do aparelho? Para isso, nasceu o Device Central, cuja idéia é genial.
Você abre o seu trabalho gráfico e aí pode escolher, numa lista com dezenas de opções, o painel de vários tipos de celular (são diversos modelos, de várias marcas). Aí, aparece uma simulação do telefone, e na telinha dele o seu trabalho. Ou seja: dá para saber se ele vai rodar perfeitamente, ou não, e aí fazer as alterações necessárias.
O Device Central realmente é um avanço. Ele está disponível no pacote CS 3 completo, mas também acompanha os programas Photoshop, Flash, Dreamweaver e Illustrator (caso comprados avulsos). Mas, falando no pacotão, outro software promete melhorias de peso: o Flash, que hoje em dia é universal na internet. As animações de praticamente todos os sites são feitas em Flash. Há uma melhoria importante - agora, o Flash aceita os arquivos do Photoshop e do Illustrator. Ou seja, você não precisa mais converter os arquivos para um formato de menor qualidade, como o JPG, antes de inseri-los nas suas animações. Além de ser mais prático, isso traz outra vantagem: se você resolver mexer na imagem, as alterações são automaticamente refletidas na animação. Bacana.
A outra estrela do pacote, o criador de sites Dreamweaver, não mudou muito. O que, na verdade, é até bom: quando a Adobe comprou a arqui-rival Macromedia, criadora do Dreamweaver, muitos usuários ficaram com receio. Mas o novo Dreamweaver é bem parecido com o antigo - a interface sofreu alterações relativamente discretas, que não atrapalham.
LANÇAMENTO É O PRIMEIRO APÓS FUSÃO Na onda da internet, a Adobe perdeu espaço para uma concorrente: a Macromedia, cujos programas para fazer sites (Dreamweaver) e animações (Flash) conquistaram os profissionais. A Adobe passou vários anos tentando competir, mas em 2005 adotou outra tática: simplesmente comprou a rival, por US$ 3,4 bilhões.
Ao contrário do que alguns chegaram a temer na época, a Adobe não acabou com os softwares da Macromedia - pelo contrário, incorporou-os ao seu pacote de programas. Mas isso tem um custo. O pacote Adobe Creative Suite 3 Standard, sem os programas da Macromedia, sai por US$ 1.780. Já o Web Premium, que inclui os softwares da Macromedia, é mais caro: US$ 2.368. SOFTWARES DE IMPRESSÃO NÃO EVOLUEM TANTO O software de desenho Illustrator e o criador de publicações InDesign também estão em nova versão (CS3). Eles não acompanharam o mesmo ritmo de evolução do Photoshop, ou seja, provavelmente não atrairão quem já possui as versões atuais (CS2). Mas têm algumas melhorias.
No InDesign, um detalhe aparentemente pequeno faz uma boa diferença. Quando você cola um pedaço de texto, ele adquire automaticamente a formatação do documento. Isso é muito bom para jornais e revistas. O jornalista escreve seu texto. Aí, quando o diagramador vai jogá-lo na página da publicação, não precisa ficar ajustando manualmente a formatação.
Todas as publicações têm elementos que se repetem - os cabeçalhos das páginas, por exemplo. Está mais fácil salvar esses elementos para reutilizá-los: basta clicar e arrastar. O novo InDesign também mostra miniaturas de todas as páginas da publicação. Isso é bom. O único problema é que as miniaturas são superpequenas, difíceis de enxergar.
DESENHO No Illustrator, uma novidade é que dá para exportar a paleta de cores usada numa determinada ilustração - bem útil para empresas, cujos materias gráficos tipicamente usam sempre as mesmas cores. O Illustrator é um bom programa. Mas para quem preferia o concorrente Freehand, da Macromedia, a Adobe continua oferecendo o produto (www.adobe.com/br/products/freehand/).