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IBGE: educação é a principal razão para usar a internet

23/03 - 10:52, atualizada às 11:10 23/03 - Agência Estado

O número de pessoas com 10 anos ou mais de idade que acessavam a internet no Brasil totalizava 32,1 milhões em 2005, ou 21% do total da população acima de 10 anos, que somava 152,7 milhões naquele ano. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE e foram apurados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2005.

Do total de usuários de internet no País, 16,2 milhões eram homens e 5,8 milhões tinham entre 30 e 39 anos (faixa etária que concentrou o maior número de usuários). A idade média dos usuários era de 28,1 anos.

Segundo o IBGE, a pesquisa mostra que a idade, a escolaridade e o rendimento eram os principais fatores determinantes para a utilização da internet no Brasil. Enquanto o rendimento domiciliar per capita da média da população de 10 anos ou mais de idade era de R$ 333 em 2005, a média para os usuários de internet era de R$ 1 mil.

Entre os principais motivos apontados para o uso da internet, destacaram-se, nessa ordem, educação e aprendizado; comunicação com outras pessoas; atividade de lazer e leitura de jornais e revistas. Além disso, metade dos internautas utilizou a rede no domicílio em que morava e 39,7% em seu local de trabalho. A conexão discada à internet mostrou-se mais difundida que a banda larga.

A pesquisa mostrou também que, entre as regiões pesquisadas, o Distrito Federal apresentou o maior porcentual de pessoas que usavam internet (41,1%), enquanto Alagoas (7,6%) e Maranhão (7,7%) apresentavam o menor porcentual.

O porcentual de pessoas que utilizaram a internet no grupo formado pelos profissionais das ciências e das artes alcançou 72,8%, situando-se no patamar mais alto. Em seguida, vieram os de grupos de trabalhadores dos serviços administrativos (59,3%) e de dirigentes em geral (58%) e, depois, os dos membros das forças armadas e auxiliares (52,9%) e dos técnicos de nível médio (51,9%). Os demais grupos apresentaram porcentuais abaixo de 22%, sendo o de trabalhadores agrícolas (1,7%) o menor.

Telefones celulares

O número de pessoas com 10 anos ou mais de idade que usavam telefone celular no Brasil somava 56,1 milhões em 2005. A pesquisa divulgada hoje pelo IBGE sobre uso de internet e telefonia móvel mostrou que escolaridade e rendimento domiciliar foram fatores que influenciaram na posse do telefone celular.

O número médio de anos de estudo das pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal foi 9,2 anos, enquanto o das que não o possuíam, na população com 10 anos ou mais de idade, era de 5,2 anos. Entre as pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo, apenas 8,5% tinham telefone móvel celular, enquanto no caso daquelas com 15 anos ou mais de estudo este percentual atingiu 82,9%.

A pesquisa mostrou também que o rendimento médio mensal domiciliar per capita das pessoas que possuíam telefone móvel celular para uso pessoal alcançou R$ 772,00 enquanto o das que não tinham este tipo de telefone ficou em R$ 299,00.

Na população ocupada, o grupo dos trabalhadores agrícolas foi o que deteve a menor proporção de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal (12,4%), que se situou distanciada da segunda mais baixa que foi a do grupo dos trabalhadores dos serviços (36,7%).

As maiores proporções de pessoas ocupadas que tinham este tipo de telefone foram a dos grupos dos dirigentes em geral (79,1%), profissionais das ciências e das artes (78,4%) e membros das forças armadas e auxiliares (76,4%). Em um segundo nível, situaram-se as proporções referentes aos grupos dos trabalhadores de serviços administrativos (69,6%) e dos técnicos de nível médio (69,2%).

Assim como ocorre com a internet, o Distrito Federal também lidera, regionalmente, a utilização de celular no País. Na região, 66,3% da população usa telefone celular, enquanto o menor porcentual de usuários estava no Maranhão (14,2%) e no Piauí (16,8%).




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