29/01 - 17:33, atualizada às 08:43 30/01 - Reuters

SÃO PAULO - A Microsoft realizou ontem o lançamento mundial de seu novo sistema operacional, o Windows Vista, e no Brasil o produto, que exige um computador potente para funcionar, verá sua adoção ser facilitada por recentes medidas do governo para barateamento de PCs, disseram executivos da empresa e da indústria.
O novo sistema, segundo a companhia, precisa de pelo menos 1 gigabyte de memória RAM e placa aceleradora de vídeo de 128 megabytes para funcionar sem dificuldades. Ele pegará carona no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado na semana passada pelo governo federal e que concedeu isenção de parte dos impostos que incidem sobre computadores que custam até R$ 4 mil.
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| Japoneses já podem comprar o novo Vista |
"A curva de adoção do Vista será mais acelerada que a do (Windows) XP no país", disse o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, referindo-se à versão anterior do sistema da empresa, lançada em 2001.
"Existe a questão do nível de funcionalidade (do novo sistema) ser melhor e também todo esse grande movimento de barateamento do hardware no país", afirmou o executivo, referindo-se ao PAC, que eliminou a cobrança de PIS e Cofins de PCs de até R$ 4 mil, cortando cerca de 9% dos custos dessas máquinas.
Com isso, equipamentos com configurações mais parrudas e necessárias para se executar o Vista e seus efeitos visuais --como transparência de janelas, fundos de tela em vídeo, exibições de ícones de fotografias e vídeos no tamanho desejado pelo usuário-- já estão sendo lançados com preços menores.
"Na semana passada, o preço estava em R$ 3.100 e hoje está em R$ 2.699", afirmou César Aymoré, diretor de marketing da Positivo Informática, maior fabricante de computadores do país, com cerca de 24 por cento do mercado oficial. Ele se referiu a um PC com versão Premium do novo Windows, 1 gigabyte de RAM e 160 gigabytes de disco rígido.
"O PAC foi perfeito para o Vista porque consegue viabilizar máquinas mais robustas por preços mais acessíveis", disse Aymoré. O novo sistema custará cerca de R$ 500 em sua versão doméstica básica, podendo chegar a quase R$ 1 mil na versão completa.
Segundo estimativas do mercado citadas pela Microsoft, o mercado brasileiro de PCs deve registrar este ano vendas de 10 milhões a 11 milhões de unidades, num crescimento de cerca de 30% sobre 2006, que registrou avanço de 40% em relação a 2005.
"Definitivamente esse movimento de crescimento (da inclusão digital) não tem mais volta. O governo percebeu que um dos gargalos de desenvolvimento passa pela automação e a Tecnologia da Informação está na ponta disso", disse Levy.
Sobre a necessidade de PCs mais sofisticados e poderosos somente para executar o sistema operacional, o vice-presidente sênior da área de engenharia da Microsoft, Steven Sinofsky, responde: "Software traz inovação em hardware...um tempo atrás, os computadores não tinham mouse e nem telas coloridas e as pessoas se perguntavam para que o Windows precisava de um mouse."
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