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Fliperamas hi-tech reúnem pais e filhos

10/01 - 17:02 - Agência Estado

Fliperamas hi-tech reúnem pais e filhos Por Jocelyn Auricchio São Paulo, 10 (AE) - Os modernos fliperamas não têm nada a ver com as esfumaçadas e nem sempre bem freqüentadas casas de jogo que foram febre nos anos 1980. Hoje, são sinônimo de diversão familiar e ponto de encontro com a galera.

Movimentados e sofisticados, os novos fliperamas são verdadeiros centros interativos de diversão, onde dá para experimentar as maiores novidades ao mesmo tempo em que se relembra ou conhece clássicos como Pac-Man. Parques de diversão confinados, com direito até a carrossel das antigas, oferecem horas felizes para crianças pequenas, sem deixar os mais velhos ou adultos na mão.

Jogos de luta com telas enormes, Ferraris virtuais, máquinas que mexem os assentos ao mesmo tempo que se enfrentam dinossauros na tela e até mesmo um curioso simulador de lutas samurai são grandes devoradores de tempo.

O simulador samurai, em especial, atrai muita atenção. Usando sensores infravermelhos que detectam a posição da espada, o game reproduz na tela os movimentos da espada. Os oponentes são esqueletos e figuras mitológicas japonesas. Os pequenos adoram.

"As crianças passam um tempão aqui, fico numa paz...", conta Marco Aurélio de Azevedo, 34 anos, pai de Raphael, Kelly e Pedro. As crianças, de 12, 9 e 7 anos, se divertem nas atrações da HotZone, um dos melhores fliperamas da cidade. "Até me arrisco a jogar algumas coisas com eles. Prefiro os jogos de tiro e corrida, mas, quando canso, eles continuam em velocidade máxima." As máquinas funcionam com cartões magnéticos, que são carregados com créditos. Cada atração tem um preço. Como os menores não ficam muito tempo em cada máquina, Marco Aurélio optou por comprar um cartão com limite de tempo, que pode ser usado na maioria das máquinas.

Para encontrar a galera, a grande pedida são os fliperamas equipados com máquinas de dança. O estudante Lucas Fernandes, de 16 anos, é fã da badalada máquina coreana Pump it Up. Todo dia, ele vai com seus amigos para dançar, fazendo performances ao som das batidas do pop oriental. "Além de perder a barriguinha, conheci vários amigos. Ficar em casa não está com nada." Colaborou Gustavo Miller &&&&&&&&&& RETRANCA CINEMA TRIDIMENSIONAL É NOVIDADE Uma boa pedida para as férias é experimentar, de uma tacada só, a qualidade de uma sala de cinema totalmente digital e o assombro que é assistir um filme com efeitos tridimensionais. Em São Paulo, no Shopping Eldorado, foi inaugurada uma sala de cinema equipada com tecnologia de ponta que oferece esse tipo de experiência.

Salas de cinema 100% digitais já apareceram por aqui, mas até agora, nenhuma outra sala de cinema no País conta com projeções com efeito tridimensional.

Logo na bilheteria, já dá para sentir que a coisa é diferente. Os ingressos para a sessão de cinema 3D custam mais que os da sessão tradicional. Antes de entrar no filme, você recebe um óculos especial.

A olho nu, parece apenas um óculos de sol meio feioso. As lentes tem um tom acinzentado, bem leve, e não parecem ser nada diferentes de um óculos normal.

Mas quando a tela prateada do cinema (vital para o funcionamento do sistema 3D) se ilumina, é impossível não ficar espantado. O sistema de simulação tridimensional do cinema usa a tecnologia da empresa americana RealD, que reúne a precisão e qualidade da projeção totalmente digital a um sistema de luz polarizada que passa a sensação de profundidade ao espectador.

São duas imagens projetadas na tela ao mesmo tempo, de forma sincronizada. Quanto mais distantes entre si as imagens estiverem, mais profundo é o efeito tridimensional.

Os óculos ajudam a separar as duas imagens entre nossos olhos. O resultado é uma imagem sólida e com cores reais, muito diferentes dos filmes 3D de antigamente, que utilizavam óculos com lentes de celofane verdes e vermelhas para simular a profundidade, prejudicando as cores do filme e causando em algumas pessoas dores de cabeça homéricas. "Nossa, foi demais. Teve hora que dava vontade de pegar as coisas na tela", conta a mãe Marta Gonçalves da Silva, 32. Ela levou a filha Patrícia, de 12 anos ver o filme. "Nunca vi um negócio assim, foi sensacional", diz, empolgada.

Mesmo quem usa óculos de grau consegue ter a sensação de profundidade do filme. Foi o que aconteceu com o publicitário Matheus dos Santos, 28. Ele usa óculos por causa dos seus 2 graus de astigmatismo. "Coloquei o óculos do filme por cima do meu. Ficou esquisito, mas funcionou bem", conta. "Achei que ia ficar com dor de cabeça ou enjoado, mas me senti bem até o final do filme. Recomendo muito!", completa Matheus.

Até agora, o único filme exibido na sala 3D é a animação "A Casa Monstro", produzida pelo cineasta Steven Spielberg.





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