Bruxelas, 8 mai (EFE).- Os Governos da zona do euro acordaram nesta noite o início imediato de um mecanismo de estabilização financeira que faça uso de "todos os meios" à disposição das instituições comunitárias, informaram fontes diplomáticas.

Bruxelas, 8 mai (EFE).- Os Governos da zona do euro acordaram nesta noite o início imediato de um mecanismo de estabilização financeira que faça uso de "todos os meios" à disposição das instituições comunitárias, informaram fontes diplomáticas. "Todos somos conscientes que fazemos frente a uma situação muito séria na zona do euro, e que vamos fazer frente juntos", declarou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, assegurou que os europeus farão "de tudo" para garantir a estabilidade financeira da zona. "Estamos todos unidos em torno de nossa moeda", ressaltou. Os 16 países-membros da zona do euro encarregaram o Executivo da União Europeia (UE) de propor os detalhes desse mecanismo, levando em conta as "circunstâncias excepcionais" que afetam a estabilidade da zona. A proposta será examinada no domingo pelos ministros de Finanças de toda a UE, que farão uma reunião extraordinária, presidida pela Espanha - que exerce neste semestre a Presidência rotativa do bloco. Todas as instituições comunitárias - a Comissão Europeia, o Conselho da UE e o Banco Central Europeu -, assim como todos os Estados-membros da zona do euro, acordaram "utilizar todos os meios disponíveis para assegurar a estabilidade da zona", indica a declaração apoiada nesta noite pelos países-membros do euro. Barroso não quis dar nenhum detalhe nem sobre como funcionará o mecanismo de estabilização global, nem sobre o montante de fundos que poderia mobilizar. Deixou claro, no entanto, que os europeus vão a usar "todos os instrumentos", e que farão isso no marco atual do orçamento comunitário e respeitando a independência do Banco Central Europeu (BCE) em sua tomada de decisões. jms-rcf/pb

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