Zoellick pede ao G8 medidas para combater aumento de preços dos alimentos

Washington, 2 jul (EFE).- O presidente do Banco Mundial (BM), Robert B.

EFE |

Zoellick, informou hoje que pediu aos líderes do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia), e aos principais produtores de petróleo que tomem medidas para combater os crescentes aumentos de preço dos alimentos e da energia.

Segundo a entidade, Zoellick enviou uma carta à direção da próxima cúpula do G8, que será realizada na semana que vem no Japão, para advertir que "o mundo está entrando em uma zona perigosa".

Tanto o BM, como o Programa Alimentar Mundial (WFP, na sigla em inglês) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimam que são necessários cerca de US$ 10 bilhões para cobrir as necessidades a curto prazo das pessoas mais prejudicadas pela crise.

"O que estamos vendo não é um desastre natural, como um tsunami ou uma tempestade perfeita, mas uma catástrofe criada pelo homem, e como tal deve ser reparada por pessoas. Solicito a estes oito países, em coordenação com os produtores de petróleo, que atuem agora para corrigir esta crise", disse Zoellick.

O presidente do BM lembrou que na cúpula de 2005 em Gleneagles (Escócia), este fórum internacional - formado pelo Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido e EUA- se comprometeu a impulsionar todas as formas de ajuda, especialmente na África.

"Para um total de 41 países, a elevação dos preços da comida, o combustível e outros produtos desde janeiro de 2007 representa um impacto negativo ao Produto Interno Bruto de entre 3% e 10%", disse.

Os pedidos de Zoellick se unem aos que foram feitos pelo diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn que afirmou que "o mundo está em crise" pela alta dos preços do petróleo e dos alimentos, e alertou que alguns países se encontram em "um ponto crítico". EFE ag/bm/plc

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