Zimbábue pede ajuda internacional para reconstruir economia

Harare, 19 mar (EFE).- O Governo do Zimbábue pediu hoje à comunidade internacional US$ 5 bilhões para ajudar a reconstruir sua economia e seus colapsados serviços sociais.

EFE |

O pedido está incluído em um novo documento de política intitulado Programa de Emergência para a Recuperação no Curto Prazo (STERP, em inglês), divulgado em Harare pelo presidente zimbabuano, Robert Mugabe.

Neste documento, o Governo revela seus planos para aumentar em mais de 50% a capacidade de produção industrial do Zimbábue nos próximos 12 meses.

Além disso, trabalha para conseguir que as companhias aéreas internacionais retomem seus voos ao país a fim de encorajar o turismo, além de pôr fim às invasões das fazendas dos zimbabuanos brancos.

"O Governo de união garantirá a ordem pública e reforçará a segurança nas fazendas, incluindo a detenção de quem invade as propriedades, o que interrompe as atividades agrícolas", indica o STERP.

Segundo o documento, as autoridades de Harare estabeleceram como objetivo aumentar a capacidade de produção das fábricas zimbabuanas - atualmente em 10% - para mais de 60% nos próximos 12 meses. Para isso, será necessário um investimento de US$ 1 bilhão, acrescenta.

A última década, marcada por tensões políticas, devastou a economia zimbabuana, com setores-chave como agricultura, manufatura, mineração e turismo gravemente afetados.

O país se encontra em uma situação desesperada e precisa da ajuda da comunidade internacional para apoiar seu Governo de coalizão, que assumiu o poder no dia 13 de fevereiro.

O novo programa econômico também pede que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) facilitem as condições para o pagamento da dívida externa do Zimbábue.

Antigamente muito popular entre os turistas ocidentais, o Zimbábue criará também incentivos para atrair novamente as companhias aéreas internacionais. Atualmente, apenas sete dessas empresas voam para Harare, contra 45 em 1996. EFE rt/mh

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