Zimbábue: nove ativistas dos direitos humanos são acusados de complô

Nove militantes zimbabuanos dos direitos humanos, entre eles a diretora de uma ONG, foram acusados de complô contra o regime do presidente Robert Mugabe por um tribunal de Harare, nesta quarta-feira, anunciou uma fonte da Justiça.

AFP |

Os nove militantes são acusados de terem recrutado e estimulado pessoas a seguir um treinamento militar em Botsuana, com o objetivo de derrubar o governo do presidente Mugabe, disse à AFP um advogado dos acusados.

"As acusações são referentes ao recrutamento para o crime", limitou-se a declarar o procurador Florence Ziyambi no tribunal.

"O governo do Zimbábue se queixou de que Botsuana treinava insurgentes (...) com o objetivo de derrubar o governo (zimbabuano). Foi nesse momento que os serviços de segurança prenderam os acusados", acrescentou o procurador.

Entre os acusados, está Jestina Mukoko, uma conhecida militante dos direitos humanos, diretora do Zimbabwe Peace Project (ZPP), que estava desaparecida há três semanas.

Ela foi levada de sua casa, em 3 de dezembro, por homens armados que se apresentaram como policiais. A União Européia (UE) pediu sua libertação no dia 12.

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