Zimbábue: Mugabe nomeia 8 ministros interinos antes de tirar um mês de férias

Harare, 7 jan (EFE).- O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, escolheu oito ministros interinos após ter destituído 12 membros do Governo que perderam suas cadeiras no Parlamento nas eleições legislativas de março de 2008, antes de tirar um mês de férias, informou hoje o jornal oficial The Herald.

EFE |

O porta-voz da Presidência, George Charamba, anunciou que no final de fevereiro Mugabe designará um Governo de união nacional, embora seja difícil que para isto possa contar com o líder opositor Morgan Tsvangirai, líder do Movimento Para a Mudança Democrática (MDC).

O MDC de Tsvangirai combinou em setembro passado com a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), de Mugabe, formar um Governo de unidade, mas os governistas tentam reter todos os ministérios relevantes, incluídos o do Interior e o de Finanças, que deviam corresponder aos opositores, que não o aceitam.

Além disso, a Polícia continuou com a repressão e as prisões de membros da oposição e de defensores dos direitos Humanos, ante o que Tsvangirai e seu partido, que sofreu o assassinato de pelo menos cem membros, advertiram que não farão parte de um Governo de unidade nestas condições.

A comunidade internacional disse que não aceitará um Governo de união nacional no qual não estejam Tsvangirai e seu partido, o MDC, majoritário no Parlamento desde as eleições de março passado.

Os Estados Unidos e a União Européia impuseram sanções às empresas e pessoas relevantes relacionadas ao regime de Mugabe, e Washington chegou a dizer que não é possível um Governo de união nacional no Zimbábue com o atual governante.

O Governo de unidade teria como missão tirar ao país da crise política e da desastrosa situação econômica em que se encontra, com um grave desabastecimento de provisões essenciais, entre elas alimentos e medicamentos.

A ONU afirmou que 5,5 dos 12 milhões de zimbabuanos necessitarão de ajuda em alimentos para sobreviverem a partir deste mês, em um país onde o desemprego supera 80% e a moeda local deixou de ter utilidade.

Além disso, com seu sistema de saúde desmantelado, o país sofre com uma epidemia de cólera na qual já foram registrados 35.000 casos e mais de 1.700 mortos, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

EFE rt/fal

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