Zimbábue: Líder do MDC é acusado de posse de armas para sublevação

Mutar (Zimbábue), 17 fev (EFE).- Roy Bennett, que foi designado pelo Movimento para a Mudança Democrática (MDC) como vice-ministro de Agricultura no Governo de união nacional, foi processado por posse de armas para promover uma sublevação, informou hoje à Agência Efe seu advogado.

EFE |

Desde sua detenção há quatro dias, a Polícia mudou três vezes as acusações contra Bennett, um fazendeiro branco e tesoureiro do MDC cujas terras foram requisitadas pelo regime do presidente Robert Mugabe na caótica reforma agrária iniciada há uma década.

Finalmente, segundo disse o advogado Truste Maanda, o tribunal de Mutar (leste) aceitou hoje a acusação de "posse efetiva de armas de fogo com a intenção de cometer atos de sabotagem" para promover uma sublevação contra o regime, além de entrar e tentar sair ilegalmente do país.

A apresentação de Bennett ante o tribunal devia ter acontecido ontem, mas foi atrasada até hoje porque os promotores não tinham chegado de Harare, segundo as autoridades judiciais.

Seu processo coincide com a primeira reunião, hoje, do gabinete de união nacional formado na última sexta pelo MDC e pela governista União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), de Mugabe, e segundo os comentaristas locais inspira dúvidas sobre a solidez do Governo.

Quando foi detido na sexta-feira, horas antes da posse do gabinete, Bennett foi acusado de "traição", uma acusação que poderia levá-lo à pena de morte, mas que depois foi trocada pela menos grave "tentativa de sabotagem", antes da fórmula definitiva de hoje.

A detenção de Bennett foi considerada pelo MDC e seu líder, Morgan Tsvangirai - que é primeiro-ministro desde a última semana -, como uma manobra política de uma parte do partido de Mugabe, a Zanu-PF, para romper o Governo de união nacional. EFE rt/fal

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