Zimbábue: Ban Ki-moon quer segundo turno sob supervisão internacional

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou que um segundo turno da eleição presidencial no Zimbábue deve ser realizado de maneira confiável e transparente, e sob a supervisão de observadores estrangeiros, declarou sua assessoria de imprensa nesta quarta-feira.

AFP |

Ban "reitera sua firme convicção de que as futuras etapas do processo eleitoral devem ser conduzidas de forma pacífica, confiável e transparente, na presença de observadores internacionais", segundo um comunicado emitido pela assessoria.

De acordo com o texto, o secretário-geral da ONU "continua preocupado com as informações sobre atos de violência política e de intimidação no país, num momento em que prossegue o impasse atual".

O presidente da comissão da União Africana (UA), Jean Ping, afirmou nesta quarta-feira em Arusha (Tanzânia) que o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, lhe deu "garantias" de que o segundo turno da eleição presidencial acontecerá "na paz e na transparência".

Morgan Tsvangirai, 56 anos, líder do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, oposição) ganhou a eleição presidencial, derrotando Mugabe, 84 anos, chefe da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF). Porém, ele não conquistou oficialmente a maioria absoluta, necessária para evitar um segundo turno.

O líder do MDC, que reivindicou sua vitória no primeiro turno com mais de 50% dos votos, não especificou se participará do segundo. No entanto, um eventual boicote de Tsvangirai significaria um sexto mandato para Mugabe.

ga/yw

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