NOVA YORK - O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim disse que o Brasil não teve nenhuma interferência na volta do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à capital Tegucigalpa. Segundo Amorim, o líder hondurenho, http://publicador06.brti.com.br/publicador/sites/materias/Zelaya volta a Honduras e fica na embaixada do Brasil target=_topque se refugiou na embaixada brasileira nesta segunda-feira, chegou ao país por meios próprios


"O presidente disse que chegou a Honduras por meios próprios e pacíficos", indicou Amorim, durante entrevista em Nova York. Segundo ele, o pedido para que a embaixada recebesse Zelaya foi feito por sua mulher, Xiomara Castro, com a intermediação de uma deputada que ligou para a delegação brasileira uma hora antes da chegada do hondurenho ao local. 

"Zelaya declarou sua intenção de iniciar um diálogo com as forças políticas para que se possa chegar a uma solução rápida", acrescentou Amorim. "Esperamos que isso abra uma nova etapa nas discussões e que uma solução rápida, baseada no direito constitucional, possa ser alcançada".

AP
Manuel Zelaya é visto em escritório da embaixada brasileira em Honduras

Zelaya é visto em escritório da embaixada brasileira em Honduras

O ministro afirmou, ainda, ter se comunicado com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, com o governo americano e com o presidente interino de Honduras, Roberto Michelletti, para assegurar que não exista nenhum tipo de ameaça contra a segurança de Zelaya ou o pessoal da embaixada brasileira.

Dia de festa

Pouco antes das declarações de Amorim, Manuel Zelaya confirmou à rede de TV Telesur que está abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Ele agradeceu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ainda afirmou que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, chegará a Tegucigalpa na terça-feira para mediar a crise política no país.

Dirigindo-se às Forças Armadas, Zelaya pediu que "não haja violência, nem armas". "As pessoas que estão com a gente estão desarmadas, pacificamente, gritando lemas com alegria porque hoje, logicamente, é um dia de festa para nós", afirmou Zelaya.

Desde que foi anunciado o regresso do presidente eleito, a administração interina enviou às ruas um grande número de militares.

Milhares de pessoas aguardam do lado de fora da embaixada brasileira a aparição do presidente hondurenho, que há duas semanas advertiu que regressaria ao país antes do final deste mês.

Zelaya foi deposto da Presidência no último dia 28 de junho. Em seu lugar assumiu o presidente interino Roberto Micheletti.

(Com informações de AFP, Ansa e BBC)

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