Zelaya volta à fronteira de Honduras e monta campo de treinamento para seguidores

O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, voltou neste sábado à cidade de Ocotal, na fronteira entre Nicarágua e Honduras, onde montou sua base de operações para retomar o poder.

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"Quero dizer aqui, aos diferentes membros da sociedade hondurenha que lutam nas ruas contra este regime de repressão (..) que o sangue que estão derramando não será em vão, porque vamos lutar sem descanso" até a reversão do golpe militar, prometeu Zelaya.

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O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, neste sábado.

"O povo tem o direito a insurreição quando alguém toma o poder pela força das armas, e nós estamos utilizando este direito", disse Zelaya para centenas de partidários.

Campo de treinamento

Zelaya estava em Manágua, onde na quarta-feira se reuniu com emissários do governo americano, que manifestaram seu apoio ao presidente deposto.

O líder hondurenho montou na região da fronteira um campo de treinamento para o chamado "Exército Popular", com o qual planeja voltar a Honduras a partir da Nicarágua.

Zelaya confirmou que seus seguidores "estão recebendo capacitação e treinamento desde ontem" em um local que não revelou, para formá-los nos ideais de Francisco Morazán, um dos libertadores da América Central.

Morte à bala

O presidente deposto condenou a morte do professor hondurenho Róger Vallejos, ferido a bala durante um protesto na quinta-feira passada, em Tegucigalpa.

"A morte de Róger Vallejos deve servir de fonte de inspiração para nós aqui em Ocotal e no interior da República hondurenha", disse Zelaya. "Os golpistas terão que responder por seus atos, por suas violações" dos direitos humanos.

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