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Zelaya volta a acusar Obama de fraqueza com governo golpista de Honduras

LIMA - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltou a dizer, nesta quarta-feira, que o governo americano age com fraqueza em relação ao golpe de Estado que o tirou do poder em 28 de junho.

Redação com agências internacionais |


Para Zelaya, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, poderia contornar a situação "em cinco minutos".

"Reconheço que o presidente Obama e a secretária (de Estado americana, Hillary) Clinton não tiveram nada a ver com o golpe, mas digo com respeito: as medidas tomadas contra os golpistas foram fracas", declarou.

Zelaya fez estas declarações em Lima, para onde viajou, nesta quarta, com o objetivo de receber o apoio do governo peruano.

Para o presidente deposto, uma intervenção mais direta de Obama poderia significar uma solução imediata ao conflito.

"A solução para um problema interno de Honduras, com o governo legítimo que eu represento e o governo do presidente Obama, demoraria cinco minutos para ser resolvida", disse.

O presidente deposto lembrou que seu país "depende em 90% da economia americana em todos os campos", enfatizou, o que segundo ele explica a influência de uma possível intervenção americana.

Segundo Zelaya, até agora, houve a tentativa de usar sanções diplomáticas e econômicas contra o governo de Roberto Micheletti, mas "faltam as comerciais".

Ameaças

Também nesta quarta-feira, Zelayah negou que seus partidários possam estar relacionados com as ameaças de morte recebidas pelo presidente interino do país, Roberto Micheletti, a quem acusou de ver "fantasmas."

Micheletti disse, na segunda-feira, que precisou reforçar sua segurança depois de receber ameaças de morte, as quais sugeriu terem partido de seguidores de seu antecessor.

"As suposições do senhor Micheletti acho que circulam mesmo nos seus fantasmas, que o levaram a cometer esse erro contra os hondurenhos," afirmou Zelaya a jornalistas. "Os que estão com rifles, com a força das armas, são os golpistas que ele encabeça," disse o presidente deposto no palácio do governo de Lima, onde foi recebido pelo presidente peruano, Alan García.

Ao denunciar as ameaças, Micheletti não aludiu à sua procedência concreta nem aos meios pelo qual foram realizadas.

AP

Zelayah é recebido em Lima pelo presidente peruano, Alan García

Viagens

Zelaya faz atualmente uma viagem pela América Latina para estimular os líderes regionais a manterem sua pressão contra o governo interino e a não reconhecerem os resultados da eleição presidencial marcada para novembro. Ele já esteve recentemente com os presidentes de Brasil, Chile e México.

O presidente deposto afirmou ainda que seu retorno a Honduras é "iminente," mas será pacífico. "Sinto-me de mãos limpas para regressar a Honduras," afirmou.

Apesar de o golpe ter sido condenado pela comunidade internacional, o governo provisório insiste que a destituição de Zelaya foi legítima e que ele será preso se tentar voltar ao país. O golpe teve apoio de empresários, líderes religiosos e vários grupos políticos.

As negociações em torno da crise estão paralisadas, enquanto o governo provisório rejeita a participação do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, em uma comissão mediadora que tenta dar novo impulso ao chamado Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

(Com informações da Reuters e da EFE)


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