Zelaya viaja à Guatemala para reunião com Colom

Guatemala - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, chega nesta terça-feira à Guatemala para se reunir com o chefe de Estado guatemalteco, Álvaro Colom, informaram fontes oficiais.

EFE |

Uma fonte do Governo da Guatemala disse à Agência Efe que Zelaya virá da Nicarágua, "em uma curta visita ao país, para se reunir com o presidente Colom, com quem conversará sobre a crise política em Honduras".

A fonte não explicou quanto tempo Zelaya permanecerá na Guatemala, nem a agenda que cumprirá neste país.

A expectativa é de que o líder deposto seja recebido no aeroporto da Força Aérea guatemalteca pelo vice-presidente do país, Rafael Espada.

Segundo a fonte, a reunião entre Zelaya e Colom será particular e terá lugar na residência oficial do presidente da Guatemala.

O chefe de Estado deposto também deve se reunir com seu vice-presidente, Arístides Mejía, que está na Guatemala em qualidade de "hóspede" junto com sua família.

Zelaya chegará à Guatemala acompanhado de sua chanceler, Patricia Rodas. Ela o acompanhou nas visitas recentes que fez a países como Costa Rica, República Dominicana, Estados Unidos e Nicarágua.

Hoje, Zelaya deu em Manágua um ultimato aos que hoje ocupam o Governo de seu país para que o reempossem e advertiu que, caso contrário, dará por fracassada a mediação da Costa Rica e tomará "outras medidas".

"Damos um ultimato ao regime golpista (de Roberto Micheletti) para que o mais tardar na próxima reunião, que será realizada esta semana em San José, Costa Rica, se cumpram as ordens expressas das organizações internacionais e da Constituição hondurenha", disse Zelaya ao ler um comunicado na Embaixada de Honduras em Manágua.

O líder deposto advertiu que se o "regime golpista" de seu país não cumprir as resoluções da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Assembleia Geral das Nações Unidas, sobre o restabelecimento da ordem constitucional e sua imediata restituição na Presidência, "será considerada fracassada a mediação" da Costa Rica no conflito de Honduras.

Segundo ele, nesse caso, "se procederá com outras medidas" e o "heroico povo" hondurenho está disposto a "tirar" do poder os "golpistas".

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