Zelaya tentou negociar com militares retorno ao poder, diz Micheletti

Tegucigalpa, 30 jun (EFE).- O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, revelou hoje que o deposto governante Manuel Zelaya tentou negociar na segunda-feira com as Forças Armadas seu retorno ao poder, mas os militares se negaram a isso.

EFE |

"Tenho entendido que ele (Zelaya) se comunicou com um alto oficial do Exército para dizer que negociassem", mas o militar respondeu "que não tinha nada a negociar, que as coisas estavam determinadas, que havia um novo Governo no país", disse Micheletti à "Rádio América" de Tegucigalpa.

O oficial, segundo Michelleti, disse a Zelaya que os militares "continuavam sendo respeitosos à Constituição da República e às leis".

Micheletti, no entanto, não identificou o militar que falou com Zelaya, porque "ele me pediu que não o fizesse público".

O novo governante reiterou também que, se Zelaya retornar ao país, será detido, porque há ordens de captura contra ela de parte da Justiça.

"Se o senhor ex-presidente da República chegar aqui, terá que enfrentar as diferentes ordens de captura que tem de parte da Corte Suprema de Justiça, dos tribunais e da Procuradoria", disse.

"Temos conhecimento pleno das ordens de captura", enfatizou Micheletti, e insistiu em que, se Zelaya retornar, terá que "passar para detenção e serão os tribunais que determinarão" as ações posteriores contra ele.

O deposto presidente anunciou ontem, em Manágua, que voltará na quinta-feira a Tegucigalpa procedente dos Estados Unidos, onde participará de uma sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e outra da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington.

Zelaya disse que, em seu retorno, será acompanhado pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, sobre quem o chanceler nomeado ontem por Micheletti, Enrique Ortez, disse hoje que pode entrar, mas o presidente deposto "não". EFE lam/an

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