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Zelaya retornará a Honduras nas próximas horas , diz Chávez

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, regressará ao país nas próximas horas, afirmou nesta sexta-feira o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Zelaya disse que nas próximas horas entrará a Honduras, nós estamos com Zelaya, disse venezuelano em La Paz, na Bolívia, pouco antes de reunir-se com seu homólogo boliviano Evo Morales.

BBC Brasil |

"Já verão os 'gorilas' (os responsáveis pela deposição de Zelaya) o que vão fazer. Lá está um povo (que) mantém bloqueadas quase todas as rodovias, o país está paralisado, é um país ingovernável", acrescentou.

Dirigentes da Frente de Resistência Contra o Golpe em Honduras afirmaram à BBC Brasil que o presidente pode ingressar ao país por uma das fronteiras terrestres, pois as pistas de aterrissagem do país estão bloqueadas por militares.

Protestos
O governo interino já advertiu que se Zelaya voltar ao país será preso.

A primeira tentativa de regresso do presidente deposto fracassou. No dia 5, a bordo de um avião militar venezuelano, a aterrissagem de Zelaya na capital de Honduras, Tegucigalpa, foi impedida pelo Exército hondurenho.

O empréstimo do avião que levava o presidente deposto provocou protestos do governo interino de Honduras contra o presidente venezuelano Hugo Chávez.

Na quinta-feira, a Presidência interina de Honduras apresentou uma denúncia ao Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU) contra Chávez por suposta "violação do espaço aéreo" e da "soberania" hondurenha.

A ONU, porém, não reconhece o governo de Micheletti.

Sem acordo
Se confirmado o regresso, Zelaya não deixa claro se participará da segunda rodada de negociações que seria realizada neste fim de semana com a qual se pretendia chegar à uma solução ao impasse hondurenho.

O mediador do encontro, o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, disse na quinta-feira, que irá propor um governo de coalizão para restituir Zelaya ao poder.

A proposta, no entanto, já foi rejeitada pelo governo interino de Roberto Micheletti, podendo levar a um novo impasse a segunda rodada de negociações.

"Não aceitamos que nenhum país nos faça imposições. Nós temos uma posição firme e não mudaremos de modo algum", afirmou Micheletti.

Dias antes, Micheletti disse que estaria disposto a renunciar "sempre e quando" Zelaya não fosse reempossado.

Para o mediador Oscar Arias "esta não é uma solução", disse. "O restabelecimento da ordem constitucional passa pela restituição do presidente Manuel Zelaya."
Simpatizantes de Zelaya anunciaram que manterão o bloqueio das principais rodovias do país também nesta sexta-feira com o intuito de afetar o setor empresarial, que, juntamente com Forças Armadas e a Igreja Católica, apoiam o golpe de Estado.

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