Zelaya receberá salvo-conduto para ir à República Dominicana

O presidente eleito de Honduras, Porfírio Lobo, ofereceu nesta quarta-feira um salvo-conduto para que o presidente deposto, Manuel Zelaya, parta para a República Dominicana, disse um porta-voz da presidência dominicana. Zelaya, que foi deposto e expulso do país em junho do ano passado, retornou a Honduras e permanece refugiado na embaixada brasileira de Tegucigalpa desde 21 de setembro.

BBC Brasil |

O porta-voz da presidencia dominicana, Rafael Nunez disse que o acordo foi assinado por Lobo e o líder de seu país, Leonel Fernandez na capital Santo Domingo na quarta-feira.

O salvo-conduto seria oferecido após a posse de Lobo, dia 27 de janeiro.

A agência de notícias Associated Press afirma que Zelaya confirmou o acordo.

Crise
A crise política em Honduras teve início em 28 de junho, quando Manuel Zelaya foi destituído do cargo pelas Forças Armadas, acusado de violar a Constituição do país.

Antes de ser afastado, Zelaya defendeu que as eleições de 29 de novembro tivessem mais uma consulta, sobre a possibilidade de se mudar a Carta Magna hondurenha.

Segundo sua proposta, os eleitores decidiriam nessa consulta se desejavam que se convocasse uma Constituinte - o que, segundo o principal assessor do líder deposto, Carlos Reyna, é "uma necessidade histórica de Honduras".

Os críticos de Zelaya afirmam que sua intenção era mudar o marco jurídico do país para poder se reeleger, o que é vetado pela atual Constituição.

A deposição do presidente eleito foi condenada internacionalmente. No lugar de Zelaya, que foi levado para fora do país, assumiu um governo interino, liderado pelo antigo presidente do Congresso, Roberto Micheletti.

No dia 29 de novembro, apesar da resistência de aliados do líder deposto, o governo interino realizou a eleição presidencial, na qual Porfírio Lobo foi eleito.

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